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terça-feira, 24 de maio de 2011

Resumo do livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas"

Roteiro adaptado do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas
       Narrado em primeira pessoa, seu autor é Brás Cubas, um "defunto-autor", isto é, um homem que já morreu e que deseja escrever a sua autobiografia. Nascido numa típica família da elite carioca do século XIX, do túmulo o morto escreve suas memórias póstumas, contando sobre os acontecimentos mais importantes de toda sua vida.
       O gênero é realista por criticar com ironia e pessimismo as condições da época, no entanto não está isento de resíduos românticos presentes nos romances, nas paixões e nos amores de Brás Cubas.
       Nesta peça, abordaremos sobre os principais fatos cronologicamente da vida de Brás Cubas:
Início da peça
       Brás Cubas nasce em uma família rica do Rio de Janeiro, no século 19. Desde criança, um moleque peralta, mimado pelo pai. Orgulhoso, irresponsável e egoísta quando adolescente.
       Em 1822, data da independência do Brasil, conhece Marcela, “amiga do dinheiro e de rapazes”, sua 1° paixão que durara por 15 meses e 11 contos de réis.
Narrativa: Brás Cubas como sempre fazia caminhava pelos campos pela manhã, e sempre se deparava com lindas moças que muito lhe chamavam a atenção. Mas, uma foi especial: Marcela, seu 1° amor. Brás Cubas pensando: Neste dia ensolarado, 1° dia depois do equinócio de verão, eu sinto que devo falar com a dama Marcela. Aquela espanhola que cativa meus olhos, devo conquista-la, com minha influência e meu dinheiro.
Brás Cubas: Olá bela jovem, o que vós fazestes aqui neste belo dia?
Marcela: Caminhando, contemplando a beleza desta natureza e esperando talvez, uma a vida trazer algo valioso e bom para mim.
Brás Cubas: Eu procuro uma coisa nesta vida como vós, e tenho certeza que encontrarei aqui.
Marcela: Bem, se tu me queres terás de me conquistar não só com amor, mas com dinheiro.
Brás Cubas: Vossa beleza e encanto valem qualquer esforço ou dinheiro. Eu aceito suas condições.
       Esse romance dura 15 meses e muitos presentes. Após isso, Brás viaja para Coimbra em Portugal, onde torna-se bacharel e se distancia de seus familiares. Brás só retorna para o Brasil quando sua mãe adoece. Após a morte de sua mãe, seu pai faz com que ele ingresse na vida política e social de sua região.
Pai de Brás Cubas: Filho, lho trago boas notícias para vós: Eu tenho um cargo de deputado e uma coisa muito melhor: uma noiva. Ela se chama Virgília. É filha do Conselheiro Dutra, é atraente, e sua idade e de 16 anos.
Brás Cubas: Me agrado muito por essas notícias, meu pai, mas preciso de um tempo para refletir sobre minha situação.
Pai de Brás Cubas: Filho, apressa-te em sua decisão, pois, sua noiva virá daqui a 3 dias para lho conhecer.
       Brás Cubas, na realidade, ele vai visitar Eusébia, uma velha amiga de infância que tem uma linda filha chamada Eugênia, marcada por uma enfermidade deste a nascença.
Brás Cubas: A quanto tempo que não te vejo, amiga Eusébia. Como vós estas?
Eusébia: Tenho passado meus dias muito bem, sempre com a companhia de minha filha, Eugênia.
Brás Cubas: Filha? Chama-a para que nós possamos nos conhecer!
Eusébia: Filha, venhas e conheças nosso singelo visitante!
Eugênia: Olá meu senhor, como te vás?
Brás Cubas: Vou muito bem, melhor com vossa presença.
       Logo após esta conversa, Brás Cubas corteja Eugênia, mas logo volta atrás e vai a procura de seu 1° amor: Marcela. Ele a encontra em um comércio na rua de Vasco da Gama, totalmente envelhecida pelo tempo e por doenças.
Brás Cubas: Bom dia Marcela, lembras de mim?
Marcela: Brás Cubas, como te faz? Eu soube que você se encaminha para a carreira política.
Brás Cubas: Passo-me bem, estou me reencontrando com meu passado e decidindo minha vida.
Marcela: Bom, espero que você consiga achar seu caminho, porquanto, foi um prazer revê-lo.
Brás Cubas: Igualmente.
       Depois desta conversa, Brás Cubas teve alucinações, imaginando sua namorada Virgília, afligida pelas marcas que Marcela possui. Mas passa.
       Vírgilia, ambiciosa, desiste de Brás Cubas e casa-se como Lobo Neves, em homem mais promissor do que Brás e vão morar em São Paulo. Isto feito, o pai de Brás Cubas, desgostoso da vida, morre. Brás Cubas, sua irmã Sabina e seu cunhado, Cotrin, disputam pela herança. Nisto Brás, sai com a menor parte. Desse jeito Brás dedica-se a carreira literária e política, chegando a alcançar status de poeta.
       Por volta de 1 ano após, Luis Dutra, um primo poeta de Virgília e amigo de Brás avisa que ela havia regressado de São Paulo.
Luis Dutra: Amigo meu, minha prima há de retornar para aqui nesta semana. Ela e seu marido regressam de São Paulo.
Brás Cubas: Boa notícia meu amigo. Quando eles por aqui chegarem e conversarei com Virgília a sós.
       E assim se foi. Ao retornar, na 1° oportunidade, Brás Cubas fala com sua amada.
Brás Cubas: Olá Virgília, como te faz com tua vida e teu marido?
Virgília: Minha vida? Ela vai muito bem, estou a cada dia mais feliz. Meu marido? A vida com ele é ótima, ele me ama verdadeiramente, mas eu estou aberta a novas sensações.
Brás Cubas: Vós bem sabes-te que eu te amo ainda hoje. O que você quiser, eu farei.
Virgília: O que eu quero? Eu quero que sejas meu amante.
       A partir dai, Brás e Virgília tornam-se amantes e começam a se encontrar todos os dias. Paralelo a isso, Brás encontra, na rua, Quincas Borba, seu colega de infância, que vivia como mendigo.
Brás Cubas: Quincas, es vós que estais ai como mendigo?
Quincas Borba: Sim, meu velho amigo, minha vida arrogante e mentirosa me levou a isso.
Brás Cubas: Levanta-te! Eu te ajudarei a reergue-se e a vencer na vida. Toma-te este dinheiro e procura-te viver.
Quincas Borba: Muito obrigado!
       Mesmo com a ajuda de Brás Cubas, Quincas vai embora, mas antes rouba-lhe um relógio valioso.
       Passando-se dias, algumas pessoas começaram a desconfiar do relacionamento de Brás Cubas e Virgília. Sendo assim, os dois vão a uma casa, no recanto de Gamboa, cuja caseira era D. Plácida, antiga amiga de Virgília.
Brás Cubas: Virgília, acho por bem que nós nos retirássemos daqui e procurar um novo lugar de encontro. Pessoas a nossa volta estão percebendo nosso relacionamento.
Virgília: Entendo, e sei para aonde vamos. Existe uma casa no recanto de Gamboa, lá existe uma dona chamada Plácida.
       E lá foram. Chegando lá, depararam-se com uma humilde senhora e lhe explicaram a situação:
Virgília: D.Plácita, este é Brás Cubas. Nós precisamos de um lugar para nos encontramos e precisa ser bem escondido. Eu sei que posso confiar na senhora.
Dona Plácita: Tudo bem minha filha, aqui há vários recintos onde vocês podem se encontrar.
Virgília: Muito obrigado, eu sabia que podia confiar em você.
Brás Cubas: Muito obrigado senhora!
       Sem saber de nada, Lobo Neves, marido de Virgília, concede um cargo importante a Brás Cubas, que o recusa, já que a posse foi em um dia 13.
       Virgília tem um filho, Nhonhô, do marido, mas Cubas sonha ter um filho com ela. Com isso, Brás se distancia um pouco de seus romances e recebe uma carta de seu amigo Quincas Borba, que o roubara.
Carteiro: Senhor Brás, tenho uma carta para o senhor.
Brás Cubas: Deixa-me vê-la. E assim diz a carta:
       Querido amigo, meu perdoe por todas as coisas que fiz e principalmente pelo roubo de seu relógio. Vós tivestes compaixão de mim e eu não lhe retribui. Agora peço-te em forma de arrependimento que você veja e me ajude a divulgar minha teoria: o Humanitismo, explicando a existência material da humanidade.
       Brás Cubas ficou empolgado. Mas sua alegria dura pouco. Lobo  Neves descobre as traições e foge com Virgília para longe dele. Com isso, Brás Cubas se mantém ocupado com a teoria de Quincas e um casamento arranjado com Helena e por sua ambição política. Ela, no entanto, morre cedo, e Brás se dedica a carreira de deputado.
       Ao chegar com 50 anos, Brás reencontra Virgília, mas nada acontece. Ele perde o desejo de viver e passa seu tempo filosofando com Quincas Borba.
       Neste momento de sua vida, Brás Cubas so recebe tristezas:
Carteiro: Carta para o senhor, senhor Brás Cubas.
Brás Cubas: Deixa eu ver o que está escrito.
       Ela uma carta de Virgília, falando que Dona Plácita está prestes a morrer. Ele a ajuda em seus últimos momentos.
Brás Cubas: Dona Plácita, não se preocupe, você está com os melhores médicos, não se preocupe.
       Ela falece. Logo após, Lobo Neves, também veio a falecer e Brás ver Virgília chorar “lágrimas verdadeiras”. Ele se reconcilia com seu cunhado Cotrin. Ele vai trabalhar na Ordem. No hospital da Ordem onde ele viu sua ex-namorada, Marcela, morrer e em outro dia seu outro amor: Eugênia. Quincas, seu melhor amigo, torna-se louco e veio a falecer também.
       Em seus últimos momentos, Brás Cubas finaliza suas obras com um tom cético, realista e triste de sua vida. Terminou sua vida sem fama, nem se casou e não teve filhos, ou seja, não transmitiu a ninguém seu triste legado.

       Resumo do livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas". Texto adaptado por Jonathan Matos, Nova Iguaçu,24/05/11.

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