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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Logística no pós-terremoto no Japão

A logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma entidade.
Fundamentalmente a logística possui uma visão organizacional holística, onde esta administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, gerenciando a entrada e saída de materiais, o planejamento de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, monitorando as operações e gerenciando informações.
Os terremotos no Japão causaram enormes destruições e mortes. Pontes, casas e cidades arrasadas pelo terremoto e aniquiladas mais tarde pelo tsunami. Fazendas destruídas, escassez de alimentos e a infraestrutura abalada são causas mais do que suficientes para causar pânico na população, fora o fato da exposição a radioatividade.
No meio de todo esse caos, algo teve que ser feito. Nesse ponto entrou a logística. Após o terremoto a primeira coisa que os japoneses fizeram foram tomar ciência dos estragos e analisar onde era mais vital o reparo. Visto isso, o governo logo moveu recursos tanto materiais quanto humanos para as áreas de importância imediata de concerto. A comunicação foi restaurada, pontes reerguidas, estradas reconstruídas etc. Também se buscou a rápida resolução da questão radioativa, o que se tornou exaustivo, mas com o tempo foi resolvido.
A organização foi a principal característica dessa reconstrução que ainda está longe de ser finalizada, mas está no caminho certo. Essa organização se deu principalmente pelo fato de que a logística foi executada de forma eficiente e eficaz.
Graças à rápida troca de informações, a distribuição correta e necessária de matérias e pessoas qualificadas para cada área específica, com um excelente planejamento do que ia se fazer e como iria se fazer, fizeram com que problemas que em outros países se arrastariam por anos, no Japão se obteve uma rápida resolução.
Visto que o primordial havia se tranquilizado, começou-se o segundo estágio dessa reconstrução. As questões mais abrangentes que requerem grandes esforços e colaborações entram em ação. Essa parte é mais delicada, pois requer ajuda de outros países, como por exemplo, a importação de aço e madeira para a reconstrução de portos e centros. A logística nesse caso é vital, pois quaisquer dessas decisões envolvem longos, grande fluxos de materiais e pessoas, desafios de engenharia etc. É preciso haver uma integração de várias partes do governo e da economia, é necessário também muito planejamento, o que já foi demonstrado pelo governo que prevê que custos de até US$ 152 bilhões em cinco anos.
Nessa esfera, vários assuntos devem ser englobados como aumento de imposto, novas fontes de energia para suprir as que foram perdidas e o principal: o manejo dos recursos humanos e materiais para a conclusão de tais planos. Ainda existe um longo caminho pela frente, mas vemos que somente com o uso da logística, se pode concretizar com vigor o que se foi planejado.

domingo, 4 de setembro de 2011

Lentes Esféricas

Uma lente esférica é um sistema constituído de três meios homogêneos e transparentes, separados por duas superfícies esféricas ou por uma superfície esférica e uma plana.
Lentes convergentes e divergentes: Existem seis tipos de lentes esféricas: Biconvexa, Plano-Convexa, Côncavo-Convexa, Bicôncava, Plano-Côncava, Convexo-Côncava.
O eixo da lente é uma reta perpendicular às duas faces da lente.
As lentes de bordos delgados, no ar, são convergentes.
As lentes de bordos espessos, no ar, são divergentes.

Focos de uma lente esférica:
Lente convergente: Toda lente convergente possui dois focos. Se as duas faces estiverem emersas no mesmo meio, os dois focos serão equidistantes da lente e as duas distâncias focais serão iguais. O ponto , onde os raios retratados, é o foco da lente; A distância , do foco à lente, é chamada de distância focal; O foco de uma lente convergente é real. Para indicar isso, sua distância focal recebe sinal positivo.
Lente divergente: Os prolongamentos dos raios retratados se encontram num ponto. A lente divergente também possui outro foco. Se duas faces estão no mesmo meio, as distâncias focais são iguais. Pelo foco de uma lente divergente, não passam raios luminosos. Ele é virtual. Para indicar que o foco de uma lente divergente é virtual, damos a sua distância focal sinal negativo.

Raios Principais de uma Lente:
Convergente: Um raio que incida paralelamente ao eixo, refrata-se sobre o foco e um raio que passa pelo foco, refrata-se paralelamente ao eixo.
Divergente: Um raio que incida paralelamente ao eixo, refrata-se na direção do foco e um raio que incida na direção do foco, refrata-se paralelamente ao eixo.

Equação das lentes:
1/f = 1/Do + 1/Di Convenções: Lente convergente: f > 0
Lente divergente: f < 0 Imagem real: Di > 0
Imagem Virtual: Di < 0
De acordo com a equação anterior, se aproximarmos a vela do espelho, devemos afastar o anteparo para coletar a imagem, pois a distância focal é constante.
Chamaremos o tamanho da imagem de Hi e o tamanho do objeto de Ho.
Hi / Ho = | Di | / Do

O olho Humano:
O olho, como uma máquina fotográfica, tem a capacidade de produzir imagens de objetos externos. Essas imagens são formadas sobre a retina.
No olho míope, as imagens se formam antes da retina. Corrige-se esse defeito, colocando-se uma lente divergente diante dos olhos.
No olho hipermetrope, as imagens se formam depois da retina. Para se corrigir o defeito, coloca-se uma lente convergente diante do olho.

Nomenclatura

É possível distinguir seis tipos diferentes de lentes, levando-se em conta sua seção transversal. Para um observador externo à lente, que esteja olhando cada uma de suas faces, elas podem apresentar-se côncavas, convexas ou planas. Lembre-se: as lentes têm duas faces combinadas, e uma delas é esférica, necessariamente.

A composição da nomenclatura de uma lente é funciona da seguinte maneira:

- primeiramente colocamos o nome da face de maior raio de curvatura;
- em seguida, o nome da de menor raio de curvatura;
- quando as duas faces têm nomes iguais, fazemos uso do prefixo bi (biconvexa, bicôncava);
- quando uma das faces é plana, seu nome vem em primeiro lugar (plano-côncava ou plano-convexa).
Lentes de bordas finas


Lentes de bordas espessas



Bibliografia - Disponível em:
Escola Viva – O tesouro do aluno;
http://www.brasilescola.com - Lentes esféricas;
http://www.coladaweb.com - Lentes.

sábado, 3 de setembro de 2011

Inteligência Social

Inteligência Social

Inteligência social ou Inteligência interpessoal é a habilidade de entender e reagir adequadamente a seu meio social e desenvolver relações saudáveis e produtivas. Segundo Daniel Goleman, baseando-se na neurociência, a inteligência social consiste da percepção social (incluindo empatia, compatibilidade, inteligência emocional e cognição social) e faculdades sociais (incluindo sincronismo, auto apresentação, influência e atenção ao outro). A inteligência emocional é sua área mais estudada no Brasil.
Alguns estudos indicam que pessoas que confiam mais nos outros tem mais inteligência social do que as mais desconfiadas contrariando as crenças populares. Inclusive sendo capazes de identificar quando uma pessoa está mentindo ou trapaceando e quando está dizendo a verdade com mais precisão. Diante de trapaças aqueles que confiavam mais reagiam de forma semelhante aos que confiavam menos. Os mais desconfiados acreditaram que os pesquisadores estavam trapaceando mesmo quando não estavam. Uma possível explicação seria que pessoas mais desconfiadas se socializam menos e evitar contato mais íntimo e por isso desenvolveriam menos suas habilidades sociais.
Inteligência social descreve a capacidade exclusivamente humana de usar o cérebro para lidar de forma eficaz e negociar complexas relações sociais e ambientais. Psicólogo e professor da London School of Economics, Nicholas Humphrey acredita que é a inteligência social ou a riqueza da nossa vida qualitativa, ao invés de nossa inteligência quantitativa, que realmente torna os seres humanos o que são - por exemplo, o que é ser um ser humano vivendo no mundo consciente de sua existência, rodeado de cheiros e sabores, possuindo sentimento de várias naturezas. O cientista social Ross Honeywill acredita que a inteligência social é uma capacidade para gerir uma mudança social complexa que deriva de uma medida agregada de autoconsciência, que evoluiu de crenças e atitudes sociais. Uma pessoa com um alto quociente de inteligência social (SQ) não é melhor ou pior do que alguém com um SQ baixa, eles só têm diferentes atitudes, esperanças, interesses e desejos.
Inteligência social de acordo com a definição original de Edward Thorndike é "a capacidade de entender e gerenciar os homens e mulheres, meninos e meninas, para agir com sabedoria nas relações humanas". É equivalente a inteligência interpessoal, um dos tipos de inteligências identificadas na Teoria de Howard Gardner de inteligências múltiplas, e intimamente relacionado com a teoria da mente. A inteligência social é a competência de uma pessoa de compreender seu ambiente ideal e reagir adequadamente para a conduta socialmente aceita.
Quociente de Inteligência Social (SQ)

O quociente de inteligência social ou SQ é uma abstração estatística semelhante à abordagem de "escore padrão" usado em testes de QI com uma média de 100. Ao contrário do teste de QI que possui um padrão, no entanto, não é um modelo fixo. Ele se inclina mais para a Teoria de Piaget que a inteligência não é um atributo fixo, mas uma complexa hierarquia de processamento de informação habilidades subjacente, um equilíbrio adaptativo entre o indivíduo e o meio ambiente . Um indivíduo pode, portanto, mudar seu SQ, alterando suas atitudes e comportamento em resposta ao seu ambiente social complexo.
Inteligência Social em Animais

Segundo a pesquisadora Kara Schroepfer, cachorros são os que possuem mais inteligência social para se comunicar com o ser humano do que qualquer outro animal. Parte disso é resultado da seleção natural induzida pelo homem por milhares de anos. Provavelmente por milhares de anos, os cachorros que não conseguiam se comunicar adequadamente com os humanos tiveram menos chances de serem adotados e protegidos por nós, e consequentemente de sobreviver e passar seus genes a diante.
Animais que vivem em bandos desenvolvem a inteligência social como forma de melhorar suas chances de sobrevivência. Exemplos de animais com inteligência social bem desenvolvida são golfinhos, baleias, macacos, elefantes e lobos.
Hipótese Inteligência Social

A "hipótese de Inteligência Social 'na ciência afirma que a socialização complexa (política, romance, relacionamentos familiares, brigas, colaboração, reciprocidade, altruísmo) que vivemos foi a força motriz para o desenvolvimento do tamanho dos cérebros humanos e fornece hoje a nossa capacidade de usá-los em complexas circunstâncias sociais.
Foi à demanda de convivência que levou a nossa necessidade de inteligência. Esta ideia é chamada de "hipótese da inteligência social".
Professor de história antiga na Universidade de Reading, Steve Mithen, acredita que há dois períodos-chave da expansão do cérebro que contextualizam a hipótese da inteligência social. A primeira foi em torno de dois milhões de anos atrás, quando o cérebro cresceu cerca de 50%. Assim, os seres humanos passaram do tamanho do cérebro de cerca de 450cc para um cérebro de cerca de 1.000cc a 1,8 milhões de anos atrás. Arqueólogos notando essa mudança em primatas perguntaram: por que os cérebros ficaram maiores e o que isso proporcionou? Os cérebros não iriam ficar maior apenas por quaisquer razões, porque o tecido cerebral é metabolicamente muito complexo, então tem que estar servindo a um propósito importante. Mithen acredita que a hipótese da inteligência social sugere a expansão do tamanho do cérebro em torno de dois milhões de anos atrás, porque as pessoas viviam em grupos maiores, os grupos mais complexos, tendo que manter o controle de pessoas diferentes, um número maior de relações sociais que exigiam um cérebro maior a fazê-lo. Inteligência social, portanto, nos dá a resposta a essa primeira expansão do tamanho do cérebro a 2 milhões de anos.
O segundo aumento no tamanho do cérebro ocorreu entre 600.000 e 200.000 anos atrás, e durante esse período o cérebro atingiu sua capacidade moderna. Para explicar a segunda expansão em tamanho do cérebro ainda é uma pergunta muito difícil. Mithen acha que está diretamente relacionado com a evolução da linguagem. A linguagem é provavelmente a tarefa mais complexa e cognitiva que realizamos. Linguagem está diretamente relacionada com a inteligência social, porque nós, principalmente usamos a linguagem para mediar nossas relações sociais.
Assim, a inteligência social foi um fator crítico para a expansão do tamanho do cérebro. Há uma evolução entre a complexidade social e cognitiva. E hoje a inteligência social é fundamental na gestão da complexidade dos seres.
A Inteligência é diferente da Inteligência Social

Não é suficiente apenas ser inteligente segundo o professor Nicholas Humphrey. Crianças autistas, por exemplo, são por vezes extremamente inteligentes. Elas são muito boas para fazer observações e lembram-se de tudo. No entanto, argumenta-se que a inteligência social é baixa. Os chimpanzés são muito inteligentes ao nível de ser capaz de fazer observações e lembrar das coisas. Eles podem se lembrar melhor do que os seres humanos. Podem, mas, novamente, não sabem como lidar relações interpessoais. Portanto, algo a mais é necessário. O que é necessário é um estudo da mente, mostrando como as outras pessoas lidam com o interior. Durante muito tempo o campo era dominado pelos chamados behaviorismo. Os cientistas pensaram que podiam entender os seres humanos, ratos, pombos, apenas observando o que se passa, escrever tudo, fazendo correlações e assim por diante. Acontece que você não pode. Tem que ser pensado em termos do comportamento da estrutura interna.

Jonathan Matos, 03/09/2011, Nova Iguaçu.