Pesquise nosso conteúdo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Consciência


       Diferente de outros textos onde me perco procurando inspiração, falar sobre a solidão é a coisa mais fácil para mim. Uma insatisfação que me aflige, na maioria das vezes a noite, quando meu corpo e minha mente estão cansadas, como recompensa recebem um turbilhão de desânimo. Ah, como noites assim são difíceis mas o pior é saber que o amanhecer não vem acompanhado da alegria, mas a chegada do Sol somente marca para mim mais um dia de tristeza. É tão decepcionante sentir que o tempo se esvanece cada minuto que passa e que a situação não melhora, olhar em volta e ver o amor, o carinho, a saudade pairando ao redor mas bem distante de pousar em mim. 


       Estará lá para mim? Todas as vezes que eu necessitar? Como faria bem ouvir tais palavras de alguém, senti-la perto, compartilhar minha vida, dizer que o amor é eterno, porém, quis o destino que isso não acontecesse comigo. Triste, fico a pensar em todas as coisas que posso oferecer, todo o amor, a inspiração e a gratidão que teria comigo por tê-la em minha vida, no prazer que teria ao lhe perguntar se você me ama, se ao mínimo sonha comigo. Isso me leva a refletir: Será que alguns são condenados a viver sem o amor? Em dedicar todo o coração a tristeza? Muitos responderão: basta esperar. Como é difícil ouvir isso! Sendo verdade ou não, estando preparado para amar mas não poder amar. Conseguindo sustentar a tese sobre esperar, é preciso haver esperança. 


       Esperança é o necessário para sobreviver, mas fora ela, tenho feito novos amigos: a música, escutá-la verdadeiramente renova a esperança, concede forças para imaginar um futuro melhor; a raiva, mesmo que momentânea ajuda a vencer o seu Eu romântico e substituí-lo pelo o Eu que não se importa com nada, infelizmente não é fácil sustentar essa situação; O auto desapontamento, um princípio de depressão chega nessas horas para dar uma mão. Inúmeras coisas vem a minha cabeça fazendo mais mal do que bem, porém o engraçado é que essas coisas fazem e não fazem. Me fazem contente por saber que alguém paga por isso, que sou eu, o quanto mais triste, acabado e quebrado transmitem uma paz, mas o que não conseguem fazer é esquecer você. Primeiro amor ou não, a alma apaixonada mas não correspondida sempre gera solidão e o que fazer? Imaginar? É bom mas sempre não passará de uma ilusão. Contemplar as estrelas? Não funciona para mim, pois sempre vejo seu rosto no céu e sempre confundam o brilho das estrelas com o de seus olhos. Buscar ajuda em poemas e músicas? Momentâneo, pois quando acabar você voltará a realidade. Mas de todas essas coisas a mais difícil é somente olhar. Ver mas nunca tentar, pois, nunca saberá a resposta. Se for não? Abrace novamente a solidão, mas com certeza que por poucos momentos o amor se aproximou. Se for sim? Felicidade é muito vago, pois se o sim chegasse com certeza eu não escreveria isso, eu seria outro. 


       Finalizando o texto, não a solidão, o amanhã é tudo o que resta, tive minha chance, o que resta sou eu e mim caminhando para o futuro mas nunca esquecendo do que poderia ter acontecido no passado. Somente o que digo, se talvez chegar a seu conhecimento essa melancolia não se entristeça, como eu disse: quem merece e deve pagar por tudo isso é apenas eu. 






Jonathan Matos, 07/12/2011.

sábado, 1 de outubro de 2011

Coisas ocultas no celular

Coisas ocultas no celular!!!!!!!

O número universal de emergência para celular é 112
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente!

Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas: *3370#
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua
bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você
carregar a bateria.

Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os
seguintes dígitos: *#06#
Se seu celular for roubado, ligue
para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão
bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma
alguma.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Logística no pós-terremoto no Japão

A logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma entidade.
Fundamentalmente a logística possui uma visão organizacional holística, onde esta administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, gerenciando a entrada e saída de materiais, o planejamento de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, monitorando as operações e gerenciando informações.
Os terremotos no Japão causaram enormes destruições e mortes. Pontes, casas e cidades arrasadas pelo terremoto e aniquiladas mais tarde pelo tsunami. Fazendas destruídas, escassez de alimentos e a infraestrutura abalada são causas mais do que suficientes para causar pânico na população, fora o fato da exposição a radioatividade.
No meio de todo esse caos, algo teve que ser feito. Nesse ponto entrou a logística. Após o terremoto a primeira coisa que os japoneses fizeram foram tomar ciência dos estragos e analisar onde era mais vital o reparo. Visto isso, o governo logo moveu recursos tanto materiais quanto humanos para as áreas de importância imediata de concerto. A comunicação foi restaurada, pontes reerguidas, estradas reconstruídas etc. Também se buscou a rápida resolução da questão radioativa, o que se tornou exaustivo, mas com o tempo foi resolvido.
A organização foi a principal característica dessa reconstrução que ainda está longe de ser finalizada, mas está no caminho certo. Essa organização se deu principalmente pelo fato de que a logística foi executada de forma eficiente e eficaz.
Graças à rápida troca de informações, a distribuição correta e necessária de matérias e pessoas qualificadas para cada área específica, com um excelente planejamento do que ia se fazer e como iria se fazer, fizeram com que problemas que em outros países se arrastariam por anos, no Japão se obteve uma rápida resolução.
Visto que o primordial havia se tranquilizado, começou-se o segundo estágio dessa reconstrução. As questões mais abrangentes que requerem grandes esforços e colaborações entram em ação. Essa parte é mais delicada, pois requer ajuda de outros países, como por exemplo, a importação de aço e madeira para a reconstrução de portos e centros. A logística nesse caso é vital, pois quaisquer dessas decisões envolvem longos, grande fluxos de materiais e pessoas, desafios de engenharia etc. É preciso haver uma integração de várias partes do governo e da economia, é necessário também muito planejamento, o que já foi demonstrado pelo governo que prevê que custos de até US$ 152 bilhões em cinco anos.
Nessa esfera, vários assuntos devem ser englobados como aumento de imposto, novas fontes de energia para suprir as que foram perdidas e o principal: o manejo dos recursos humanos e materiais para a conclusão de tais planos. Ainda existe um longo caminho pela frente, mas vemos que somente com o uso da logística, se pode concretizar com vigor o que se foi planejado.

domingo, 4 de setembro de 2011

Lentes Esféricas

Uma lente esférica é um sistema constituído de três meios homogêneos e transparentes, separados por duas superfícies esféricas ou por uma superfície esférica e uma plana.
Lentes convergentes e divergentes: Existem seis tipos de lentes esféricas: Biconvexa, Plano-Convexa, Côncavo-Convexa, Bicôncava, Plano-Côncava, Convexo-Côncava.
O eixo da lente é uma reta perpendicular às duas faces da lente.
As lentes de bordos delgados, no ar, são convergentes.
As lentes de bordos espessos, no ar, são divergentes.

Focos de uma lente esférica:
Lente convergente: Toda lente convergente possui dois focos. Se as duas faces estiverem emersas no mesmo meio, os dois focos serão equidistantes da lente e as duas distâncias focais serão iguais. O ponto , onde os raios retratados, é o foco da lente; A distância , do foco à lente, é chamada de distância focal; O foco de uma lente convergente é real. Para indicar isso, sua distância focal recebe sinal positivo.
Lente divergente: Os prolongamentos dos raios retratados se encontram num ponto. A lente divergente também possui outro foco. Se duas faces estão no mesmo meio, as distâncias focais são iguais. Pelo foco de uma lente divergente, não passam raios luminosos. Ele é virtual. Para indicar que o foco de uma lente divergente é virtual, damos a sua distância focal sinal negativo.

Raios Principais de uma Lente:
Convergente: Um raio que incida paralelamente ao eixo, refrata-se sobre o foco e um raio que passa pelo foco, refrata-se paralelamente ao eixo.
Divergente: Um raio que incida paralelamente ao eixo, refrata-se na direção do foco e um raio que incida na direção do foco, refrata-se paralelamente ao eixo.

Equação das lentes:
1/f = 1/Do + 1/Di Convenções: Lente convergente: f > 0
Lente divergente: f < 0 Imagem real: Di > 0
Imagem Virtual: Di < 0
De acordo com a equação anterior, se aproximarmos a vela do espelho, devemos afastar o anteparo para coletar a imagem, pois a distância focal é constante.
Chamaremos o tamanho da imagem de Hi e o tamanho do objeto de Ho.
Hi / Ho = | Di | / Do

O olho Humano:
O olho, como uma máquina fotográfica, tem a capacidade de produzir imagens de objetos externos. Essas imagens são formadas sobre a retina.
No olho míope, as imagens se formam antes da retina. Corrige-se esse defeito, colocando-se uma lente divergente diante dos olhos.
No olho hipermetrope, as imagens se formam depois da retina. Para se corrigir o defeito, coloca-se uma lente convergente diante do olho.

Nomenclatura

É possível distinguir seis tipos diferentes de lentes, levando-se em conta sua seção transversal. Para um observador externo à lente, que esteja olhando cada uma de suas faces, elas podem apresentar-se côncavas, convexas ou planas. Lembre-se: as lentes têm duas faces combinadas, e uma delas é esférica, necessariamente.

A composição da nomenclatura de uma lente é funciona da seguinte maneira:

- primeiramente colocamos o nome da face de maior raio de curvatura;
- em seguida, o nome da de menor raio de curvatura;
- quando as duas faces têm nomes iguais, fazemos uso do prefixo bi (biconvexa, bicôncava);
- quando uma das faces é plana, seu nome vem em primeiro lugar (plano-côncava ou plano-convexa).
Lentes de bordas finas


Lentes de bordas espessas



Bibliografia - Disponível em:
Escola Viva – O tesouro do aluno;
http://www.brasilescola.com - Lentes esféricas;
http://www.coladaweb.com - Lentes.

sábado, 3 de setembro de 2011

Inteligência Social

Inteligência Social

Inteligência social ou Inteligência interpessoal é a habilidade de entender e reagir adequadamente a seu meio social e desenvolver relações saudáveis e produtivas. Segundo Daniel Goleman, baseando-se na neurociência, a inteligência social consiste da percepção social (incluindo empatia, compatibilidade, inteligência emocional e cognição social) e faculdades sociais (incluindo sincronismo, auto apresentação, influência e atenção ao outro). A inteligência emocional é sua área mais estudada no Brasil.
Alguns estudos indicam que pessoas que confiam mais nos outros tem mais inteligência social do que as mais desconfiadas contrariando as crenças populares. Inclusive sendo capazes de identificar quando uma pessoa está mentindo ou trapaceando e quando está dizendo a verdade com mais precisão. Diante de trapaças aqueles que confiavam mais reagiam de forma semelhante aos que confiavam menos. Os mais desconfiados acreditaram que os pesquisadores estavam trapaceando mesmo quando não estavam. Uma possível explicação seria que pessoas mais desconfiadas se socializam menos e evitar contato mais íntimo e por isso desenvolveriam menos suas habilidades sociais.
Inteligência social descreve a capacidade exclusivamente humana de usar o cérebro para lidar de forma eficaz e negociar complexas relações sociais e ambientais. Psicólogo e professor da London School of Economics, Nicholas Humphrey acredita que é a inteligência social ou a riqueza da nossa vida qualitativa, ao invés de nossa inteligência quantitativa, que realmente torna os seres humanos o que são - por exemplo, o que é ser um ser humano vivendo no mundo consciente de sua existência, rodeado de cheiros e sabores, possuindo sentimento de várias naturezas. O cientista social Ross Honeywill acredita que a inteligência social é uma capacidade para gerir uma mudança social complexa que deriva de uma medida agregada de autoconsciência, que evoluiu de crenças e atitudes sociais. Uma pessoa com um alto quociente de inteligência social (SQ) não é melhor ou pior do que alguém com um SQ baixa, eles só têm diferentes atitudes, esperanças, interesses e desejos.
Inteligência social de acordo com a definição original de Edward Thorndike é "a capacidade de entender e gerenciar os homens e mulheres, meninos e meninas, para agir com sabedoria nas relações humanas". É equivalente a inteligência interpessoal, um dos tipos de inteligências identificadas na Teoria de Howard Gardner de inteligências múltiplas, e intimamente relacionado com a teoria da mente. A inteligência social é a competência de uma pessoa de compreender seu ambiente ideal e reagir adequadamente para a conduta socialmente aceita.
Quociente de Inteligência Social (SQ)

O quociente de inteligência social ou SQ é uma abstração estatística semelhante à abordagem de "escore padrão" usado em testes de QI com uma média de 100. Ao contrário do teste de QI que possui um padrão, no entanto, não é um modelo fixo. Ele se inclina mais para a Teoria de Piaget que a inteligência não é um atributo fixo, mas uma complexa hierarquia de processamento de informação habilidades subjacente, um equilíbrio adaptativo entre o indivíduo e o meio ambiente . Um indivíduo pode, portanto, mudar seu SQ, alterando suas atitudes e comportamento em resposta ao seu ambiente social complexo.
Inteligência Social em Animais

Segundo a pesquisadora Kara Schroepfer, cachorros são os que possuem mais inteligência social para se comunicar com o ser humano do que qualquer outro animal. Parte disso é resultado da seleção natural induzida pelo homem por milhares de anos. Provavelmente por milhares de anos, os cachorros que não conseguiam se comunicar adequadamente com os humanos tiveram menos chances de serem adotados e protegidos por nós, e consequentemente de sobreviver e passar seus genes a diante.
Animais que vivem em bandos desenvolvem a inteligência social como forma de melhorar suas chances de sobrevivência. Exemplos de animais com inteligência social bem desenvolvida são golfinhos, baleias, macacos, elefantes e lobos.
Hipótese Inteligência Social

A "hipótese de Inteligência Social 'na ciência afirma que a socialização complexa (política, romance, relacionamentos familiares, brigas, colaboração, reciprocidade, altruísmo) que vivemos foi a força motriz para o desenvolvimento do tamanho dos cérebros humanos e fornece hoje a nossa capacidade de usá-los em complexas circunstâncias sociais.
Foi à demanda de convivência que levou a nossa necessidade de inteligência. Esta ideia é chamada de "hipótese da inteligência social".
Professor de história antiga na Universidade de Reading, Steve Mithen, acredita que há dois períodos-chave da expansão do cérebro que contextualizam a hipótese da inteligência social. A primeira foi em torno de dois milhões de anos atrás, quando o cérebro cresceu cerca de 50%. Assim, os seres humanos passaram do tamanho do cérebro de cerca de 450cc para um cérebro de cerca de 1.000cc a 1,8 milhões de anos atrás. Arqueólogos notando essa mudança em primatas perguntaram: por que os cérebros ficaram maiores e o que isso proporcionou? Os cérebros não iriam ficar maior apenas por quaisquer razões, porque o tecido cerebral é metabolicamente muito complexo, então tem que estar servindo a um propósito importante. Mithen acredita que a hipótese da inteligência social sugere a expansão do tamanho do cérebro em torno de dois milhões de anos atrás, porque as pessoas viviam em grupos maiores, os grupos mais complexos, tendo que manter o controle de pessoas diferentes, um número maior de relações sociais que exigiam um cérebro maior a fazê-lo. Inteligência social, portanto, nos dá a resposta a essa primeira expansão do tamanho do cérebro a 2 milhões de anos.
O segundo aumento no tamanho do cérebro ocorreu entre 600.000 e 200.000 anos atrás, e durante esse período o cérebro atingiu sua capacidade moderna. Para explicar a segunda expansão em tamanho do cérebro ainda é uma pergunta muito difícil. Mithen acha que está diretamente relacionado com a evolução da linguagem. A linguagem é provavelmente a tarefa mais complexa e cognitiva que realizamos. Linguagem está diretamente relacionada com a inteligência social, porque nós, principalmente usamos a linguagem para mediar nossas relações sociais.
Assim, a inteligência social foi um fator crítico para a expansão do tamanho do cérebro. Há uma evolução entre a complexidade social e cognitiva. E hoje a inteligência social é fundamental na gestão da complexidade dos seres.
A Inteligência é diferente da Inteligência Social

Não é suficiente apenas ser inteligente segundo o professor Nicholas Humphrey. Crianças autistas, por exemplo, são por vezes extremamente inteligentes. Elas são muito boas para fazer observações e lembram-se de tudo. No entanto, argumenta-se que a inteligência social é baixa. Os chimpanzés são muito inteligentes ao nível de ser capaz de fazer observações e lembrar das coisas. Eles podem se lembrar melhor do que os seres humanos. Podem, mas, novamente, não sabem como lidar relações interpessoais. Portanto, algo a mais é necessário. O que é necessário é um estudo da mente, mostrando como as outras pessoas lidam com o interior. Durante muito tempo o campo era dominado pelos chamados behaviorismo. Os cientistas pensaram que podiam entender os seres humanos, ratos, pombos, apenas observando o que se passa, escrever tudo, fazendo correlações e assim por diante. Acontece que você não pode. Tem que ser pensado em termos do comportamento da estrutura interna.

Jonathan Matos, 03/09/2011, Nova Iguaçu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conspiração terrorista do 11 de Setembro

       11 de Setembro de 2001, um dia normal para uma nação poderosa, mas que pessoa imaginaria que aviões se chocassem contra o Pentágono e as Torres Gêmeas.
       Um ataque bem planejado pelo terrorista Osama Bin Laden. Pessoas morrendo queimadas, esmagadas, soterradas, traumas etc. Pois bem, alguns especialista dizem que as torres aquentariam o impacto, mas não as torres caíram e várias pessoas ficaram feridas e mortas.
       Meses depois do terrível momento os EUA declaram guerra contra o Iraque: fazer justiça contra Osama e acabar com o regime de Sadam Russein. Mas será que a Al Quaeda é responsável sozinho pelos atentados? Vamos ver o outro lado da história:
       11 de Setembro de 2001, um dia normal para uma nação poderosa, mas que pessoa imaginaria que o Governo Americano ou parte dele estaria planejando um ataque terrorista em seu próprio país, o chamado ataque de Bandeira Branca. Usando Osama Bin Laden como apenas um peão em um jogo de xadrez muito maior que envolve questões como o controle do petróleo daqui a 30 anos, ou os gastos militares que enriqueceram a poucos, mas matou a muitos, um grupo ( Iluminates ) buscando algum objetivo maior, a bíblia se cumprindo como o próprio Jesus disse em Marcos. Bem, na verdade, nunca, nós povo, senso comum, civis, saberemos a verdadeira história sobre esses ataques como em muitos outros que até hoje estão sem resolução.
       Vamos ao ataque: Meses antes dos atentados, o governo americano muda a lei, permitindo somente que caças de guerra só abatessem aviões com a ordem direta do presidente. Horas antes dos ataques, soldados levaram caixas "estranhas" para as torres. Coincidência? Uma reunião secreta com chefes da CIA com paquistaneses, no dia do atentado. O presidente Bush ao saber do primeiro atentado, mostra-se como se já soubesse ou esperasse que ocorresse. Após o primeiro ataque, caças não abateram e nem mísseis abateram o avião que chegava ao Pentágono, resultado, morte e destruição no QG da CIA, sendo que nenhum grande líder ou chefe estivesse no local. Estranho? .
       Na realidade, quase ninguém viu o segundo avião se chocando com a torre, e sim, viram uma imagem ao vivo da CNN onde vários especialistas acham que um program CGI fez a imagem, quando na verdade, no momento foi detonado uma bomba na torre 2. E o mais importante. Onde estão as CAIXAS PRETAS?
       Oficialmente nunca foram encontradas, sendo que todas até hoje foram achadas menos elas. Extraoficialmente, pessoas que trabalharam no local localizaram as caixas, mas foram todas parar na mão do FBI,que sumiu com elas.
        Falhas de segurança e muitos erros, fica difícil imaginar essa história sem ao mínimo uma colaboração do Governo. O que sabemos de concreto: 10 anos depois, vemos um mundo onde os EUA dominam o petróleo, mas não totalmente, se observarmos bem esse xadrez, no mínimo vemos que se ocorreu mesmo, os EUA jogaram a peça errada, mas talves no futuro esse jogo se inverta?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

10 regras para vivência em sociedade

       Alegria é expressada por sorrisos , contentamento, em seguida pode ser verbalmente agradecida. O tempo até passa mais rápido do que você imagina, o estímulo da alegria vem através dos cinco sentidos que dão prazer, e logo a alegria. Por ser contagiante, a alegria melhora a qualidade de vida do ser humano. A alegria pode ser considerada um sentimento contrario a tristeza, uma vez que a pessoa fica mais sociável, se sente mais confiante e determinada.
       Amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação.
       Autoridade é o ser que tem maior poder em um ambiente (lugar) na sociedade, e por consequência, ganha função de coordenar o relacionamento entre pessoas (trabalhadores, crianças, estudantes, pedestres), uma vez que os subordinados o prestam obediência. Há ocasiões em que pessoas tentam entrar em harmonia de interesses com a autoridade, com a finalidade de iniciar uma parceria e tirar proveito do grau de poder do parceiro.
       Companheirismo: Os verdadeiros amigos, companheiros de jornada são aqueles que se atraem desinteressadamente, para eles não importa a condição financeira, o dinheiro, o que tem valor real é a lealdade, a empatia, a honestidade. Os amigos de verdade suportam todas as adversidades que a vida pode proporcionar, aprendem a perdoar os pequenos erros e a consolar no momento de dor.

          Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente considerando-a. Se refere a dar crédito, considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro. Aceitar a priori a decisão de outra pessoa. Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. Sem essas provas, o indivíduo tende a basear-se apenas na informação dada (ou a falta dela) acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento longe da verdade.

       Ética: O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.

           Liderança é a autoridade não imposta, mas, conquistada. O grupo consente em dar autoridade para um indivíduo, mesmo que informalmente. O bom líder é aquele que consegue influenciar sem imposição, mas, pelo seu serviço e ideais. Quando um indivíduo não é uma autoridade formal, mas informalmente exerce o poder , costuma-se dizer que ele ainda assim assume a liderança. Algumas formas de se chegar à liderança são através do carisma, da harmonia de interesses, do companheirismo, do consentimento.

       Motivação (do Latim movere, mover) denomina em psicologia, em etologia e em outras ciências humanas a condição do organismo que influencia a direção(orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras é o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é "por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?". "O estudo da motivação comporta a busca de princípios (gerais) que nos auxiliem a compreender, por que seres humanos e animais em determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém determinadas ações"

       Parceria é o trabalho em conjunto que as pessoas fazem para alcançar um objetivo comum. Para haver parceria entre os indivíduos, quase sempre eles devem possuir harmonia de interesses, ou seja, alguém sempre vai ter que ceder (perder) em alguma vantagem para manter a cooperação funcionando.

       Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranquila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido , capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade.

sábado, 13 de agosto de 2011

Claude Monet - Vida e obra

Claude Monet
Introdução

Oscar Claude Monet nasceu em Paris, França, 14 de novembro de 1840 e morreu em Giverny, 5 de dezembro de 1926. Ele foi um pintor francês, o mais célebre entre os pintores impressionistas. O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, “Impresão, nascer do Sol”, quando de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Loius Leroy.
Seu pai, Claude - Auguste, tinha uma mercearia modesta. Aos cinco anos, sua família mudou-se para Le Havre, na Normandia. Seu pai desejava que Claude continuasse no comércio da família, mas ele desejava pintar. Foi a sua tia Marie-Jeanne Lecadre que o apoiou a seguir a carreira artística, pois ela fora também pintora.
Em 1851, Monet entrou para a escola secundária de artes e acabou se tornando conhecido na cidade pelas caricaturas que fazia. Nas praias da Normandia, Monet conheceu, por volta de 1856, Eugène Boudin, um artista que trabalhava extensivamente com pintura ao ar livre nessas mesmas praias, e que lhe ensinou algumas técnicas ao ar livre.
Em 28 de janeiro de 1857, sua mãe morreu e, aos dezesseis anos, Monet abandonou a escola e foi morar com sua tia Marie-Jeanne Lecadre.
Em 1859, Monet foi para Paris estudar pintura, e foi aí que conheceu a sua primeira mulher, Camille. Monet retratou-a muitas vezes, em quadros onde ela aparecia mais do que uma vez na mesma pintura.
Carreira Artística
O começo de sua carreira artística foi marcado por dificuldades financeiras. Porém, na década de 1870, começou a obter sucesso. Suas obras de arte seguiam, como temática principal, as paisagens da natureza. Trabalhava de forma harmônica as cores e luzes, criando imagens belas e fortes. Neste contexto artístico, podemos citar a série de pinturas que realizou sobre a catedral de Rouen (1892-1894), onde o artista retratou a construção em diversos momentos do dia, com variações de luminosidade.

Vale a pena destacar também as obras de arte com temas aquáticos como, por exemplo, os famosos murais que ele realizou no Museu I’orangerie, na França.
Monet morreu em 1926, na França, deixando um legado artístico reconhecido até os dias atuais. Alguns críticos de arte consideram Monet um dos mais importantes pintores de todos os tempos.


Principais obras de Monet:
• Estuáriodo Sena;
•Impressão, Nascer do Sol;
•Ponte sobre Hève na Vazante;
•Camile;
•O vestido verde;
•A floresta em Fonatainebleu;
•Mulheres no jardim;
•Navio deixando o cais de Le Havre;
•O molhe de Le Havre.

Mulheres no jardim, 1866.

Hino do Flamengo


Hino do Flamengo

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo,
Mas Flamengo eu nunca hei de ser,
É meu maior prazer vê-lo perder,
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.

É destruído,
É acabado,
É derrotado,
É o seu clube de coração,
Mais cotado mais cotado,
Para perder o campeonato
É o seu Mengão

Eu não teria um desgosto profundo
Se faltasse um Flamengo no mundo
Eu vibro, eu vibro,
Com a derrota do Flamengo,
Flamengo até morrer

Estética parnasiana e estética realista.

Estética parnasiana
Os autores parnasianos buscavam a perfeição formal de todas as formas. Caracteriza-se pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela rima rica e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens e a descrição visual era o forte desse estilo, que vale ressaltar, não utilizava muito a linguagem figurada. Em linhas gerais, o Parnasianismo, esteticamente dizendo, foi uma retomada aos modelos ligados à Antiguidade Clássica. A começar pela nomenclatura (Parnasianismo), que é atribuído a coletânea “Le parnasse contemporain”, obra que se baseava no mundo grego. Suas características principais são o preciosismo, objetividade e impessoalidade, arte pela arte (frase muito famosa desse estilo), rimas ricas e a que vale ressaltar Estética/Culto à forma: Como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada. O poeta parnasiano, como já foi dito, busca a perfeição formal a todo custo, e por vezes, se mostra incapaz para tal.
Estética realista O realismo apresenta características que refletem o momento em que surge. É fiel ao representar o mundo exterior, analisa as condições políticas, econômicas e sociais que influenciam os comportamentos individuais e determinam a organização social. As principais características da estética realista são: Objetivismo; retrato fiel da natureza, descrição e adjetivação objetivas, tentando captar o real como ele é; linguagem culta e direta; universalismo entre outras. Após as características de ambos os estilos apresentadas, podemos estabelecer comparações. Vemos que o parnasianismo e o realismo possuem características estéticas parecidas, com diversos pontos em comum como a objetividade e o retrato fiel da natureza. Assim sendo, embora os dois estilos tivessem algumas divergências, ambos tinham a preocupação de retratarem os fatos que influenciavam a sua época.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Copa Fifa Brasil 2014

       Inúmeros investimentos em diversas áreas estão e estarão sendo utilizados e criando várias vagas de empregos e melhores condições de vida em relação a infraestrutura, saúde, educação etc. Resumindo a mesma história de sempre.
       Nossos políticos dizem que obras de infraestruturas estão sendo feitas, reparos e melhorias nas estradas, modernização e ampliamento dos aeroportos, saúde e educação se tornando impecáveis e muitos contos de fadas. Não sejamos hipócritas, obras, melhorias, investimentos em todas essas áreas estão acontecendo e sim, estão melhorando a vida dos brasileiros e brasileiras mas conhecendo a história de nosso país que deste os tempos de império é marcado por corrupção, devemos sim ficar receosos.
       Olhando tudo isso, vemos que a Copa será uma grande "benção" ( benção somente nas cidades sedes e adjacentes, pois de resto vai continuar a mesma coisa ) para o Brasil. Mas sempre há um lado negro. Todos nós esperamos que a segurança, educação, saúde e infraestrutura melhorem e tornem o Brasil um país mais competitivo no cenário mundial. Mas precisamos estar cientes que não há mar de rosas.
        Eis os problemas:
1° Corrupção: Se fosse só ela nós brasileiros já estaríamos mais aliviados.
2° Gastos desnecessários depois da Copa: Quem não está acostumado em ver elefantes, verá muitos deles depois da Copa, como por exemplo o Estádio de Futebol em Manaus. Quem vê futebol lá? Vai dar retorno? A única certeza que temos é que vai se tornar um elefante branco.
3° O atraso típico do brasileiro: Com atrasos nas obras, as licitações vão ter que sair mais rápidas, ou seja, mais caras, afinal, tudo em cima da hora é mais caro.
4° Do jeito que a seleção está, nem no futebol o Brasil vai nos dá alegria.

       Será que a Copa só vai ser uma competição esportiva ou algo que mudará o Brasil?


                                           Jonathan Matos, Nova Iguaçu, 08/08/11.

Objetivo principal do trabalho

       O trabalho é um ato ou ação que todo ser vivo realiza. A diferença é que o trabalho humano é uma ação  desenvolvida em prol da transformação, criação e desenvolvimento do seu ambiente e de seu próprio ser.
       O trabalho possui diversas funções e vários objetivos para casa indivíduo. O mais importante em relação ao trabalho é construir e melhorar o universo humano. Agora, qual o objetivo maior?
        Várias pessoas diriam que o objetivo é ganhar dinheiro, outras não diriam mas pelas suas atitudes demostram que sua vaidade pessoal é mais importante. Bem, a função, sabemos que é moldar nosso "eu" e nosso ambiente, mas na opinião desse autor, o primordial no trabalho é a realização pessoal, o resto, como o dinheiro e etc, vem como consequência.


                                                           Jonathan Matos, Nova Iguaçu ,08/08/11.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Retrato de um sonho

       Olhando as pessoa passarem, conversarem, refletindo sobre como nós ao mesmo tempo somos amáveis e odiáveis, vem a mente um pensamento, ou melhor dizer, um sonho.
       Dentre as diversas ações e ideias que todos nós fazemos e principalmente as que almejamos, vem a mim, uma foto, não uma reação química que guarda o instante, mas sim, uma espécie de ideal do que quero para minha vida.
       Muitas pessoas querem benefícios materiais, vida calma com pouco trabalho e tantas "bençãos" que dão sono só de pensar.
       É magnífico o fato de ser uma pessoa onde sua única preocupação é ficar deitado em uma rede na beira da praia com uma brisa majestosa ou então ter tanto dinheiro que chegasse ao ponto de dizer que já fez ou tem quase tudo nesta vida. Eu não quero isso!
       Meu mundo ideal é ter você. Agora, quem é você? Você é aquela pessoa que eu almejo mais que tudo nesta vida. Você é aquela que ao primeiro olhar já me fez imaginar como seria incrível viver para o resto da vida com sua companhia. Você é linda, perfeita, é a pessoa que seu olhar entra no fundo de minha alma e me passa alegria. Você não é somente beleza natural, mas sim interior. Seu jeito meigo, gentil, feliz e tranquilo que me faz ficar cada vez mais apaixonado, é aquela que é mais perfeita do que nunca imaginei.
       Você é tão incrível, que mesmo sem lhe conhecer ainda, já me faz chorar e simultaneamente sorrir por saber que algum dia vou lhe conhecer.


                                        Jonathan Matos, Nova Iguaçu, 05/08/11.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Seleção Brasileira eliminada. Quem culpar?

Você que viu a verdadeira vergonha que foi a partida de ontem, põe a culpa em quem?



- No técnico?
- Nos jogadores?
- Na CBF?


Minhas considerações sobre o conjunto da obra são:


- Técnico : Mano Menezes não tem (assim como nenhum técnico da seleção) autonomia para convocar quem ele quer, tampouco para escalar quem ele quer dentre os convocados. Algumas "estrelas" TEM que estar em campo.


- Jogadores: A seleção está classificada para a Copa 2014, muitos estão começando na seleção, seus clubes de origem os cedem para a competição, mas dão-lhes instruções para terem o máximo de cautela para não se lesionar. Não há o empenho, a raça, o amor por aquela camisa.


- CBF: Escolhe o técnico e lhe dá ordens expressas para que convoque os jogadores que mais publicidade tragam consigo. Contratos e conchavos são elaborados por todo lado, de modo que "as estrelas" ganhem ainda mais repercussão internacional e, de algum jeito (na minha visão) a CBF ganha alguns euros pelos contratos assinados.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como ser um miserável

Como ser miserável
1- Use “eu” tanto quanto possível
2- Sempre seja sensível ao desprezo
3- Seja ciumento e invejoso
4- Não confie em ninguém
5- Nunca esqueça uma crítica
6- Sempre espere ser elogiado
7- Procure defeitos nos outros
8- Não dê antes de ter recebido.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Verdadeiras notas musicais

As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino:

Ut queant laxis (dó) Para que possam
Resonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Solve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
S ancti Ioannis Ó São João

Conversões de unidades

Conversão entre unidades:
cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1´´) = 2,54 cm
pé 1 ft (1´) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10-10 m
milha marítima =1852 m
milha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = ?273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32+(1,8 x ºC

Datas de casamento

As Datas de Casamento:
1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Você sabia?

Você Sabia ?

1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " O Killed " (zero mortos).. Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.

2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".

3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )

4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru )
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".

6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".

7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sociedades empresariais e Cooperativas

Nos termos do Código Civil, a sociedade constitui-se pelo contrato entre duas ou mais pessoas, que se obrigam a contribuir com bens ou serviços para a atividade econômica. As sociedades são classificadas em personificadas e não personificadas.
As personificadas podem ser simples ou empresariais.
Sociedade empresária é a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro. Estas podem adotar os seguintes tipos de societários: em nome coletivo, em comandita simples, em comandita por ações, limitada e anônima.
Dessa forma, de acordo com o tipo de constituição, as sociedades empresárias podem ser regidas pelo Código Civil ou pela Lei 6.404/76. As sociedades regidas pelo Código Civil são contratuais (em nome coletiva, comandita simples e limitada), sendo constituídas a partir de um contrato social. As regidas pela Lei 6.4004/76 são institucionais (sociedade anônima e comandita por ações), sendo constituídas de um estatuto social.
Sociedade cooperativa tem atributos de sociedade simples e nunca empresaria. Na cooperativa as pessoas contribuem reciprocamente sem objetivar o lucro.

domingo, 3 de julho de 2011

Poderes administrativos, poder de polícia e elementos da obrigação tributária.

       Os poderes administrativos são o conjunto de prerrogativas que a administração pública tem para alcançar os fins que o Estado deseja. Desse modo o administrador público pode agir para concretizar os objetivos do Estado de acordo com cada espécie de poder que são: discricionário, vinculado, regulamentar, hierárquico, disciplinar e de polícia.
       O poder de polícia é de competência do Estado para assegurar o bem estar geral, o respeito dos direitos individuais e não permitir práticas que prejudiquem a coletividade. Tem como compromisso zelar pela boa conduta em relação aos direitos administrativos.
       Os elementos da obrigação tributária são o fator gerador (representa um fato ou conjunto de fatos a que o legislador vincula o nascimento da obrigação jurídica de pagar um tributo determinado), o poder jurídico por força do qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir de um particular (sujeito passivo) uma prestação positiva ou negativa (objeto da obrigação) nas condições definidas pela lei tributária (causa da obrigação).


                                                                                                     Resumo feito por Jonathan Matos,
                                                                                                     Nova Iguaçu, 03/07/2011.

sábado, 2 de julho de 2011

Violência urbana e o esporte

       A violência urbana é um dos problemas mais frequentes em nossa sociedade. Pessoas perdem "a cabeça" e fazem coisas terríveis umas com as outras.
       Esse problema é agravado pelo nível de educação e pobreza da população, embora, que em ambientes relativamente calmos também sofrem desse problema em uma escala menor.
       Tal violência não pode ser detida apenas com a educação dada pelo governo e pela iniciativa privada (vale ressaltar que o nível de educação nas salas de aula brasileiras não são tão altos), mas também é necessário outras variantes como: formação familiar, cultura e principalmente o amor de Deus e pelo próximo.
       No esporte, a violência urbana prejudica em diversos segmentos. Quantos relatos e experiências existem que uma briga ou tiroteio afetaram a prática esportiva, colocando medo e desestimulando os atletas independente da idade. É realmente uma tristeza esse problema, mas aos poucos vai melhorando, embora, infelizmente, em muitos lugares ainda é uma questão sem resolução.

Drogas Lícitas

       As drogas lícitas são aquelas legalizadas por lei, feitas e comercializadas livremente. Em nossa sociedade existem dois principais exemplos dessas drogas: o álcool e o cigarro. Os outros exemplos que também são muito usados, mas em escala menor são: anorexígenos (moderadores de apetite) e benzodiazepínicos (remédios utilizados para reduzir a ansiedade), etc.
       O pior problema desse grupo de drogas é que, sua venda sem limite é de uso permitido, ou seja, pessoas podem beber, fumar e tomar remédios no máximo que poderem comprar ou consumir. Fora o fato de algumas dessas drogas poderem ser vendidas à menores de idade. Sendo assim, as drogas lícitas são as que mais matam pessoas e nada se faz a respeito. Cabe apenas a educação e o bom censo de cada indivíduo. Pois, como é conhecido, o consumo exagerado de qualquer coisa é prejudicial a saúde, sendo mais nocivo ainda, pelo poder que essas drogas tem.

 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Amor - Jill


Entre todas as canções que eu fiz para você
Só existe uma palavra em comum
Que por mais que eu escreva não conseguiria, não
Seus mistérios desvendar
Com você eu aprender e acreditar
Que apenas por um olhar
Eu posso encontrar
Uma imensidão de estrelas dentro do meu coração
Que vão me ensinar o caminho do amor.
(REFRÃO)
Quatro letras que fazem chorar
Se no peito não encontram lugar
Pra fazer uma história
Que um dia vai eternizar
Deus regou no seu lindo jardim
A mais bela das flores para mim
E por isso eu sei que jamais vou deixar de te amar
Não vou deixar de te amar
Ouço alguém falar que o nosso amor é pura emoção Não vou ouvir, pois sei que estas no meu coração
Agradeço a Deus que me deu você pra viver o mais puro amor.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um sonho e uma tristeza

       Eu sei o que me incomoda, eu sei o que me entristece, a dor em meu coração, o choro na madrugada, tudo isso é resultado de não estar com você. Cada dia, cada noite lembro de você em meus pensamentos, imagino como seria estar com você, aonde você for, sentir seus lábios em minha boca, o brilho de seu rosto em meus olhos, o calor de seu corpo em meu coração. Eu, como forma de consolo, procuro coisas para me entreter, mas nada me faz esquecer de você, somente piora a dor de não estar ao seu lado.
       Se eu nunca ter experimentado seu amor, tenho certeza que ficaria cativado dia-a-dia. Como falo isso? Seu jeito, seu corpo, sua inteligência, seus cabelos, seus lindos olhos só pelo olhar já me conquistam. Desde o primeiro dia, fiquei preso em seus encantos, meu coração logo percebeu que a minha alegria só seria possível com a seguinte fórmula: felicidade é igual a amor mais carinho multiplicado por perto de você.
       Eu sonho com você, sempre, sonho em estar com você, em todos os momentos da minha vida, imaginando sempre eu e você, juntos, unidos pelo amor de Deus.
       Enquanto sonho com a alegria de ter você, sofro por não tê-la comigo. Triste estou, aliviando minha dor escrevendo, esperando algum dia você gostar de mim. Refassa meu coração, pois, sem você nunca ter entrado em minha vida, já a bagunçou totalmente. Meu coração se perde no desejo de tê-la, peço sua ajuda, me ame, mas mesmo assim, se essa mensagem não surtir efeito, saiba, por que estou bem certo que nada vai me fazer te esquecer. Eu sempre te amarei.
                                                                                Jonathan Matos - Nova Iguaçu, 20 de junho de 2011.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Atletas de fim de semana

       Os atletas de fim de semana são os que mais surgem nesses últimos anos. Graças a diversos fatores como a falta de tempo, de ânimo, de vontade e a vida urbana.
       Essas pessoas praticam atividades físicas inconsequentes nos fins de semana onde seus corpos não estão acostumados e preparados para tal atividade. Assim, no lugar de melhorar o condicionamento físico, esse esforço pode causar sérios problemas de saúde, dores musculares, lesões, entorses, estiramentos musculares, problemas cardíacos e até lesões fatais.
       Muitas dessas pessoas fora fazerem uma atividade sem consentimento médico, outras complicações acarretam a situação como: a obesidade, o cigarro, o estresse e outras doenças e problemas a saúde física e mental.
Mesmo com tantos riscos, essas pessoas não devem sentir-se intimidadas. Quem nunca se dedica a uma atividade física corre tantos riscos como os atletas de fim de semana. Para fazer uma atividade que faça bem ao corpo, deve-se primeiramente consultar o médico e realizar tais atividades respeitando os limites do corpo e começar e caminhar com moderação, realizando a atividade desejada periodicamente seguindo um padrão de vida saudável.

Benefícios da Copa e das Olimpíadas para o Brasil

      A Copa do Mundo e as Olimpíadas darão uma grande contribuição em várias áreas do país, especialmente, em muitos problemas sociais no Rio de Janeiro.
      Obras de infraestrutura vão proporcionar um desenvolvimento imenso no território fluminense, principalmente nos chamados transportes de massa.
      Outra área de suma importância é a segurança. Diversos projetos do governo, em especial as UPPS, trazem mais segurança e conforto para as pessoas passarem tranquilamente pelas ruas. Não podemos esquecer dos benefícios para as Forças Armadas. Alianças governamentais entre países como França e Israel trazem cada vez mais força para mantermos nossa soberania na terra, mar e água.
      Os dois principais benefícios e os que serão mais notados pela população são a saúde e educação. Embora esse dois elementos são um tanto quanto precários em nosso país, esses eventos de proporções internacionais trarão um nível maior e bem amplo em nossas camadas sociais.
      Projetos que vão de intercâmbios à capacitações técnicas estão cada vez mais presentes na educação do Estado. No caso da saúde, a questão é mais complicada, pois as bases de nossso sistema de saúde é fraca e ineficaz diante de nossa população crescente. Mesmo assim, a sociedade brasileira busca força para acreditar e torce para ver esses benefícios em ação.

A Arte na Guerra

Apresenta
A Arte da Guerra
Sun Tzu
Sobre a avaliação.
Sun Tzu disse: a guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, o caminho para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso manejá-la bem. Não refletir seriamente sobre tudo o que lhe concerne é dar prova de uma culpável indiferença no diz respeito à conservação ou à perda do que nos é mais querido; e isso não deve ocorrer entre nós.
Há que valorá-la em termos de cinco fatores fundamentais, e fazer comparações entre diversas condições dos contentores, com vistas a determinar o resultado da guerra.
O primeiro desses fatores é a doutrina; o segundo, o tempo, o terceiro, o terreno, o quarto, o mando e o quinto, a disciplina.
A doutrina significa aquilo que faz com que o povo esteja em harmonia com seu governante, de modo que o siga onde esse for, sem temer por suas vidas, nem de correr qualquer perigo.
O tempo significa o Ying e o Yang, a noite e o dia, o frio e o calor, dias ensolarados ou chuvosos e a mudança das estações.
O terreno implica as distâncias, e faz referência onde é fácil ou difícil deslocar-se, se é em campo aberto ou lugares estreitos, e isto influencia as possibilidades de sobrevivência.
O mando há de ter como qualidades: sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem e disciplina.
Por último, a disciplina há de ser compreendida como a organização do exército, as graduações e classes entre os oficiais, a regulação das rotas de mantimentos, e a provisão de material militar ao exército.
Estes cinco fatores fundamentais hão de ser conhecidos por cada general. Aquele que os domina, vence; aquele que não, sai derrotado. Portanto, ao traçar os planos, há de comparar os seguintes sete fatores, valorando cada um com o maior cuidado:
Qual dirigente é mais sábio e capaz?
Que comandante possui o maior talento?
Que exército obtém vantagens da natureza e terreno?
Em que exército se observam melhor as regulações e as instruções?
Quais as tropas mais fortes?
Que exército tem oficiais e tropas melhor treinadas?
Que exército administra recompensas e castigos de forma mais justa?
Mediante o estudo desses sete fatores, serás capaz de adivinhar qual dos dois grupos sairá vitorioso e qual será derrotado.
O general que siga meu conselho, é certo que vencerá. Esse general há de ser mantido na liderança. Aquele que ignorar meus conselhos, certamente será derrotado. E deve ser destituído. Além de prestar atenção a meus conselhos e planos, o general deve criar uma situação que contribua com seu cumprimento. Por situação quero dizer que deve levar em consideração a situação do campo, e atuar de acordo com o que lhe for vantajoso.
A arte da guerra se baseia no engano. Portanto, quando és capaz de atacar, deves aparentar incapacidade e, quando as tropas se movem, aparentar inatividade. Se estás perto do inimigo, deves fazê- lo crer que estás longe; se longe, aparentar que se está perto. Colocar iscas para atrair ao inimigo.
Golpear o inimigo quando está desordenado. Preparar-se contra ele quando está seguro em todas partes. Evitá-lo durante um tempo quando é mais forte. Se teu oponente tem um temperamento colérico, tente irritá-lo. Se é arrogante, trata de fomentar seu egoísmo.
Se as tropas inimigas se acham bem preparadas após uma reorganização, tenta desordená-las. Se estão unidas, semeia a dissensão entre suas filas. Ataca o inimigo quando não está preparado, e aparece quando não te espera. Estas são as chaves da vitória pela estratégia.
Agora, se as estimações realizadas antes da batalha indicam vitória, é porque os cálculos cuidadosamente realizados mostram que tuas condições são mais favoráveis que as condições do inimigo; se indicam derrota, é porque mostram que as condições favoráveis para a batalha são menores. Com uma avaliação cuidadosa, podes vencer; sem ela, não pode. Menos oportunidades de vitória terá aquele que não realiza cálculos em absoluto.
Graças a este método, se pode examinar a situação, e o resultado aparece claramente.
Sobre o princípio das ações.
Uma vez começada a batalha, ainda que estejas ganhando, se continuar por muito tempo, desanimará a tuas tropas e embotará tua espada. Se estás sitiando uma cidade, esgotarás tuas forças. se manténs teu exército durante muito tempo em campanha, teus mantimentos se esgotarão.
As armai são instrumentos de má sorte; empregá-las por muito tempo produzirá calamidades. Como se tem dito: "Os que a ferro matam, a ferro morrem." Quando tuas tropas estão desanimadas, tua espada embotada, esgotadas estão tuas forças e teus mantimentos são escassos, até os teus se aproveitarão de tua debilidade para sublevar- se. Então, ainda que tenhas conselheiros sábios, ao final não poderás fazer que as coisas saiam bem.
Por cauda disso, tem-se ouvido falar de operações militares que são torpes e repentinas, porém nunca se viu nenhum especialista na arte da guerra que mantivesse a campanha por muito tempo. Nunca é benéfico para um país deixar que uma operação militar se prolongue por muito tempo.
Como se diz comumente, seja rápido como o trovão que retumba antes de que tenhas podido tapar os ouvidos, veloz como o relâmpago que brilha antes de haver podido piscar.
Portanto, os que não são totalmente conscientes da desvantagem de servir-se das armais não podem ser totalmente conscientes das vantagens de utilizá-las.
Os que utilizam os meios militares com perícia não ativam suas tropas duas vezes, nem proporcionam alimentos em três ocasiões, com um mesmo objetivo.
Isto quer dizer que não se deve mobilizar ao povo mais de uma vez por campanha, e que imediatamente depois de alcançar a vitória não se deve regressar ao próprio pais para fazer uma segunda mobilização. A principio isto significa proporcionar alimentos (para as próprias tropas), porém depois se tiram os alimentos ao inimigo.
Se ao invés de tomar os mantimentos e armas de teu próprio país, retirares do teu inimigo, estarás bem abastecido de armas e provisões.
Quando um pais empobrece por causa das operações militares, isso se deve ao transporte de provisões de um lugar distante. Se as transportas desde um lugar distante, o povo empobrecerá.
Os que habitam próximo de onde está o exército podem vender suas colheitas a preços elevados, porém se acaba deste modo o bem-estar da maioria da população.
Quando se transportam as provisões muito longe, ocorre ruína por causa do alto custo. Nos mercados próximos ao exército, os preços das mercadorias aumentam. Portanto, as longas campanhas militares constituem uma ferida para o país.
Quando se esgotam os recursos, os impostos se arrecadam sob pressão. Quando o poder e os recursos se tenham esgotado, arruina- se o próprio pais. O povo é privado de grande parte de seus produtos, enquanto os gastos do governo para armamentos se elevam.
Os habitantes constituem base de um país, os alimentos são a felicidade do povo. O príncipe deve respeitar este fato e ser sóbrio e austero em seus gastos públicos.
Em conseqüência, um general inteligente luta por desprover o inimigo de seus alimentos. Cada porção de alimentos tomados ao inimigo equivale a vinte que te forneces a ti mesmo.
Assim, pois, o que arrasa o inimigo é a imprudência e a motivação dos teus em fazer desaparecer os benefícios dos adversários.
Quando recompensas teus homens com os benefícios que ostentavam os adversários eles lutarão com iniciativa própria, e assim poderás tomar o poder e a influência que tinha o inimigo. É por isto que se diz que onde há grandes recompensas há homens valentes.
Por conseguinte, em batalha de carros, recompensa primeiro o que tomar ao menos dez carros.
Se recompensas a todo mundo, não haverá suficiente para todos; assim, pois, oferece uma recompensa a um soldado para animar a todos os demais. Troca suas cores (dos soldados inimigos feitos prisioneiros), utilize-os misturados aos teus. Trata bem os soldados e presta-lhes atenção. Os soldados prisioneiros devem ser bem tratados, para conseguir que no futuro lutem para ti. A isto se chama vencer o adversário e incrementar por acréscimo em tuas próprias forças.
Se utilizas o inimigo para derrotar o inimigo, serás poderoso em qualquer lugar aonde fores.
Assim, pois, o mais importante em uma operação militar é a vitória e não a persistência. Esta última não é benéfica. Um exército é como o fogo: se não o apagas, se consumirá por si mesmo.
Portanto, sabemos que o que está à cabeça do exército está a cargo das vidas dos habitantes e da segurança da nação.
Sobre as proposições da vitória e a derrota.
Como regra geral, é melhor conservar a um inimigo intato que destrui-lo. Captura seus soldados para conquistá-los e dominas seus chefes.
Um General dizia: "Pratica as artes marciais, calcula a força de teus adversários, faz que percam seu ânimo e direção, de maneira que ainda estando intato o exército inimigo, fique imprestável: isto é ganhar sem violência. Se destruíres o exército inimigo e matares seus generais,
assaltas suas defesas disparando, reúnes uma multidão e usurpas um território, tudo isto é ganhar pela força."
Por isto, os que ganham todas as batalhas não são realmente profissionais; os que conseguem que se rendam impotentes os exércitos alheios sem lutar, são os melhores mestres do Arte da Guerra.
Os guerreiros superiores atacam enquanto os inimigos estão projetando seus planos. Logo desfazem suas alianças.
Por isso, um grande imperador dizia: "O que luta pela vitória frente a espadas nuas não é um bom general." A pior tática é atacar uma cidade. Assediar, encurralar uma cidade só se leva a cabo como último recurso.
Emprega não menos de três meses em preparar teus artefatos e outros três para coordenar os recursos para teu assedio. Nunca se deve atacar por cólera e com pressa. é aconselhável tomar-se tempo na planificação e coordenação do plano.
Portanto, um verdadeiro mestre das artes marciais vence outras forças inimigas sem batalha, conquista outras cidades sem assediá-las e destroi outros exércitos sem empregar muito tempo.
Um mestre experiente nas artes marciais desfaz os planos dos inimigos, estropia suas relações e alianças, corta os mantimentos ou bloqueia seu caminho, vencendo mediante estas táticas sem necessidade de lutar.
É imprescindível lutar contra todas as fações inimigas para obter uma vitória completa, de maneira que seu exército não fique aquartelado e o beneficio seja total. Esta é a lei do assédio estratégico.
A vitória completa se produz quando o exército não luta, a cidade não é assediada, a destruição não se prolonga durante muito tempo, e em cada caso o inimigo é vencido pelo emprego da estratégia.
Assim, pois, a regra da utilização da força é a seguinte: se tuas forças são dez vezes superiores às do adversário, cerca-o; se são cinco vezes superiores, ataque-o; se são duas vezes superiores, divide- o.
Se tuas forças são iguais em número, luta se te é possível. Se tuas forças são inferiores, mantenha-te continuamente em guarda, pois a menor falha te acarretaria as piores conseqüências. Trata de manter- te
ao abrigo e evita o quanto possível um enfrentamento aberto com ele; a prudência e a firmeza de um pequeno número de pessoas podem chegar a cansar e a dominar inclusive numerosos exércitos.
Este conselho se aplica nos casos em que todos os fatores são equivalentes. Se tuas forças estão em ordem enquanto que as do inimigo estão imersas no caos, se tu e tuas forças estão com ânimo e eles desmoralizados, então, mesmo que sejam mais numerosos, podes entrar em batalha. Se teus soldados, tuas forças, tua estratégia e teu valor são menores que as de teu adversário, então deves retirar-te e buscar uma saída.
Em conseqüência, se o bando menor é obstinado, cai prisioneiro do bando maior.
Isto quer dizer que se um pequeno exército não faz uma valoração adequada de seu poder e se atreve a se tornar inimigo de uma grande potência, por muito que sua defesa seja firme, inevitavelmente se converterá em conquistado. "Se não podes ser forte, porém tampouco sabes ser débil, serás derrotado." Os generais são servidores do Povo. Quando seu serviço é completo, o Povo é forte. Quando seu serviço é defeituoso, o Povo é débil.
Assim, pois, existem três maneiras pelas quais um Príncipe leva o exército ao desastre. Quando um Príncipe, ignorando as ações, ordena avançar a seus exércitos ou retirar-se quando não devem fazê-lo; a isto se chama imobilizar o exército. Quando um Príncipe ignora os assuntos militares, porém compartilha em pé de igualdade o mando do exército, os soldados acabam confusos. Quando o Príncipe ignora como levar a cabo as manobras militares, porém compartilha por igual sua direção, os soldados estão vacilantes. Uma vez que os exércitos estão confusos e vacilantes, iniciam os problemas procedentes dos adversários. A isto se chama perder a vitória por transtornar o aspecto militar.
Se tentas utilizar os métodos de um governo civil para dirigir uma operação militar, a operação será confusa. 
Triunfam aqueles que:
Sabem quando lutar e quando não.
Sabem discernir quando utilizar muitas ou poucas tropas.
Possuem tropas cujas categorias superiores e inferiores tem o mesmo objetivo.
Enfrentam com preparativos os inimigos desprevenidos.
Tem generais competentes e não limitados por seus governos civis.
Estas cinco são as maneiras de conhecer o futuro vencedor.
Falar que o Príncipe seja o que dá as ordens em tudo é como o General solicitar permissão ao Príncipe para poder apagar um fogo: quando for autorizado, já não restam senão cinzas.
Se conheces os demais e te conheces a ti mesmo, nem em cem batalhas correrás perigo; se não conheces os demais, porém te conheces a ti mesmo, perderás uma batalha e ganharás outra; se não conheces a os demais nem te conheces a ti mesmo, correrás perigo em cada batalha.
Sobre a medida na disposição dos meios.
Antigamente, os guerreiros especialistas se faziam a si mesmos invencíveis em primeiro lugar, e depois aguardavam para descobrir a vulnerabilidade de seus adversários.
Fazer-te invencível significa conhecer-te a ti mesmo; aguardar para descobrir a vulnerabilidade do adversário significa conhecer os demais.
A invencibilidade está em ti mesmo, a vulnerabilidade no adversário.
Por isto, os guerreiros especialistas podem ser invencíveis, porém não podem fazer que seus adversários sejam vulneráveis.
Se os adversários não tem ordem de batalha sobre o que informar-se, nem negligências ou falhas das quais aproveitar-se, como podes vence-los ainda que estejam bem providos? Por isto é pelo que se disse que a vitória pode ser percebida, porém não fabricada.
A invencibilidade é uma questão de defesa, a vulnerabilidade, uma questão de ataque.
Enquanto não tenhas observado vulnerabilidades na ordem de batalha dos adversários, oculta tua própria formação de ataque, e prepara-te para ser invencível, com a finalidade de preservar-te. Quando os
adversários tem ordens de batalha vulneráveis, é o momento de sair e atacá-los.
A defesa é para tempos de escassez, o ataque para tempos de abundância.
Os especialistas em defesa se escondem nas profundezas da terra; os especialistas em manobras de ataque se escondem nas mais elevadas alturas do céu. Desta maneira podem proteger-se e lograr a vitória total.
Em situações de defesa, cales as vozes e elimine os cheiros, escondidos como fantasmas e espíritos sob terra, invisíveis para todo o mundo. Em situações de ataque, vosso movimento é rápido e vosso grito fulgurante, veloz como o trovão e o relâmpago, para que teus adversários não possam se preparar, mesmo que venham do céu.
Prever a vitória quando qualquer um pode conhecer não constitui verdadeira destreza. Todo mundo elogia a vitória ganha em batalha, porém essa vitória não é realmente tão boa.
Todos elogiam a vitória na batalha, porém o verdadeiramente desejável é poder ver o mundo do sutil e dar-te conta do mundo do oculto, até o ponto de ser capaz de alcançar a vitória onde não exista forma.
Não requer muita força para levantar um cabelo, não é necessário ter uma vista aguda para ver o sol e a lua, nem se necessita ter muito ouvido para escutar o retumbar do trovão.
O que todo mundo conhece não se chama sabedoria; a vitória sobre os demais obtida por meio da batalha não se considera uma boa vitória.
Na antigüidade, os que eram conhecidos como bons guerreiros venciam quando era fácil vencer.
Se só és capaz de assegurar a vitória depois de enfrentar um adversário em um conflito armado, essa vitória é uma dura vitória. Se fores capaz de ver o sutil e de dar-te conta do oculto, irrompendo antes do ordem de batalha, a vitória assim obtida é um vitória fácil.
Em conseqüência, as vitórias dos bons guerreiros se destacam por sua inteligência ou sua bravura. Assim, pois, as vitórias que ganham em batalha não são devidas à sorte. Suas vitórias não são casualidades,
senão que são devidas a ter-se situado previamente em posição de poder ganhar com seguridade, impondo-se sobre os que já tinham perdido de antemão.
A grande sabedoria não é algo óbvio, o mérito grande não se anuncia. Quando és capaz de ver o sutil, é fácil ganhar; que tem isto que ver com a inteligência ou a bravura? Quando se resolvem os problemas antes de que surjam, quem chama isto inteligência? Quando há vitória sem batalha, quem fala de bravura?
Assim, pois, os bons guerreiros tomam posição em um terreno no que não podem perder, e não passam por alto as condições que fazem a seu adversário inclinar-se à derrota.
Em conseqüência, um exército vitorioso ganha primeiro e inicia a batalha depois; um exército derrotado luta primeiro e tenta obter a vitória depois.
Esta é a diferença entre os que tem estratégia e os que não tem planos premeditados.
Os que utilizam boas armas cultivam o Caminho e observam as leis. Assim podem governar prevalecendo sobre os corruptos.
Servir-se da harmonia para desvanecer a oposição, não atacar um exército inocente, não fazer prisioneiros ou tomar saques por onde passa o exército, não cortar as árvores nem contaminar os poços, limpar e purificar os templos das cidades e montanhas do caminho que atravessas, não repetir os errores de uma civilização decadente, a tudo isto se chama o Caminho e suas leis.
Quando o exército está estritamente disciplinado, até o ponto em que os soldados morreriam antes que desobedecer as ordens, e as recompensas e os castigos merecem confiança e estão bem estabelecidos, quando os chefes e oficiais são capazes de atuar desta forma, podem vencer a um Príncipe inimigo corrupto.
As regras militares são cinco: medição, valoração, cálculo, comparação e vitória. O terreno dá lugar as medições, estas dão lugar a as valorações, as valorações aos cálculos, estes às comparações, e as comparações dão lugar a as vitórias.
Mediante comparações das dimensões podes conhecer onde há vitória ou derrota.
Em conseqüência, um exército vitorioso é como um quilo comparado a um grama; um exército derrotado é como um grama comparado a um quilo.
Quando o que ganha consegue que seu povo vá à batalha como se estivesse dirigindo uma grande corrente de água ao longo de um cânion profundo, isto é uma questão de ordem de batalha.
Quando o água se acumula em um cânion profundo, ninguém pode medir sua quantidade, o mesmo que nossa defesa não mostra sua forma. Quando se solta o água, se precipita para baixo como um torrente, de maneira tão irresistível como nosso próprio ataque.
Sobre a firmeza.
A força é a energia acumulada ou a que se percebe. Isto é muito mutável. Os especialistas são capazes de vencer o inimigo criando uma percepção favorável neles, assim obter a vitória sem necessidade de exercer sua força.
Governar sobre muitas pessoas como se fossem poucas é uma questão de dividi-las em grupos ou setores: é organização. Batalhar contra um grande número de tropas como se fossem poucas é uma questão de demostrar força, símbolos e sinais.
Refere-se a conseguir uma percepção de força e poder na oposição. No campo de batalha se refere às formações e bandeiras utilizadas para organizar as tropas e coordenar seus movimentos.
Conseguir que o exército seja capaz de combater contra o adversário sem ser derrotado é uma questão de empregar métodos ortodoxos ou heterodoxos.
A ortodoxia e a heterodoxia não são elementos fixo, senão que se utilizam como um ciclo. Um imperador que foi um famoso guerreiro e administrador, falava de manipular as percepções dos adversários sobre o que é ortodoxo e heterodoxo, e depois atacar inesperadamente, combinando ambos métodos até convertê-lo em um, tornando-se quase assim indefinível para o inimigo.
Que o efeito das forças seja como o de pedras arrojadas sobre ovos, é uma questão de cheio e vazio.
Quando induzes os adversários a atacar-te em teu território, sua força sempre está vazia (em desvantagem); enquanto que não competes no que são melhores, tua força sempre estará cheias. Atacar com o vazio contra o cheio é como arrojar pedras sobre ovos: de certeza se quebram.
Quando se inicia uma batalha de maneira direta, a vitória se ganha por surpresa.
O ataque direto é ortodoxo. O ataque indireto é heterodoxo.
Só há duas classes de ataques na batalha: o extraordinário por surpresa e o direto ordinário, porém suas variantes são inumeráveis. O ortodoxo e o heterodoxo se originam reciprocamente, como um circulo sem começo nem fim; quem poderia esgotá-los?
Quando a velocidade do água que flui alcança o ponto em que pode mover as pedras, esta é a força direta. Quando a velocidade e manobrabilidade do falcão é tal que pode atacar e matar, isto é precisão. O mesmo ocorre com os guerreiros especialistas: sua força é rápida, sua precisão certeira. Sua força é como disparar uma catapulta, sua precisão é dar no objetivo previsto e causar o efeito esperado.
A desordem chega da ordem, a covardia surge do valor, a debilidade brota da força.
Se queres fingir desordem para convencer a teus adversários e distrai- los, primeiro tens que organizar o ordem, porque só então podes criar um desordem artificial. Se queres fingir covardia para conhecer a estratégia dos adversários, primeiro tens que ser extremadamente valente, porque só então podes atuar como tímido de maneira artificial. Se queres fingir debilidade para induzir a arrogância em teus inimigos, primeiro deves ser extremadamente forte porque só então podes pretender ser débil.
A ordem e a desordem são uma questão de organização; a covardia é uma questão valentia e de ímpeto; a força e a debilidade são uma questão da formação na batalha.
Quando um exército tem a força do ímpeto (percepção), inclusive o tímido se torna valente, quando perda força do ímpeto, inclusive o
valente se converte em tímido. Nada está fixado nas leis da guerra: estas se desenvolvem sobre a base do ímpeto.
Com astúcia se pode antecipar e conseguir que os adversários se convençam a si mesmos como proceder e mover-se; ajuda-os a caminhar pelo caminho que lhes traça. Faz mover-se os inimigos com a perspectiva do triunfo, para que caiam na emboscada.
Os bons guerreiros buscam a efetividade na batalha a partir da força do ímpeto (percepção) e não dependem só da força de seus soldados. são capazes de escolher a melhor gente, empregá-los adequadamente e deixar que a força do ímpeto logre seus objetivos.
Quando há entusiasmo, convicção, ordem, organização, recursos, compromisso dos soldados, tens a força do ímpeto, e o tímido é valoroso. Assim é possível determines os soldados por suas capacidades, habilidades e encomendar-lhes deves e responsabilidades adequadas. O valente pode lutar, o cuidadoso pode fazer sentinela, e o inteligente pode estudar, analisar e comunicar. Cada qual é útil.
Fazer que os soldados lutem permitindo que a força do ímpeto faça seu trabalho é como fazer rodar rocas. As rocas permanecem imóveis quando estão em um lugar plano, porém giram em um plano inclinado; ficam fixas quando são quadradas, porém giram se são redondas. Portanto, quando se conduz os homens à batalha com astúcia, o impulso é como rocas redondas que se precipitam montanha abaixo: esta é a força que produz a vitória.
Sobre o cheio e o vazio.
Os que antecipam, se preparam e chegam primeiro ao campo de batalha e esperam ao adversário estão em posição descansada; os que chegam por último ao campo de batalha, os que improvisam e iniciam luta acabam esgotados.
Os bons guerreiros fazem com que os adversários venham a eles, e de nenhum modo se deixam atrair fora de sua fortaleza.
Se fazes com que os adversários venham a ti para combater, tua força estará sempre vazia. Se não sais a combater, tua força estará sempre cheia. Esta é a arte de esvaziar os demais e de encher-te a ti mesmo.
O que impulsiona os adversários a vir ate a ti por própria decisão é a perspectiva de ganhar. O que desanima os adversários de ir até a ti é a probabilidade de sofrer danos.
Quando os adversários estão em posição favorável, deves cansá-los. Quando estão bem alimentados, cortar os mantimentos. Quando estão descansando, fazer que se ponham em movimento.
Ataca inesperadamente, fazendo que os adversários se esgotem correndo para salvar suas vidas. Interrompe suas provisões, arrasa seus campos e corta suas vias de aprovisionamento. Aparece em lugares críticos e ataca donde menos se o esperem, fazendo que tenham que acudir ao resgate.
Aparece onde não possam ir, dirige-te até onde menos esperem. Para deslocar-te centenas de quilômetros sem cansaço, atravessa terras despovoadas.
Atacar um espaço aberto não significa só um espaço em que o inimigo não tem defesa. Enquanto sua defesa não seja estrita - o lugar não esteja bem guardado -, os inimigos se dispersarão ante ti, como se estivesses atravessando um território despovoado.
Para tomar infalivelmente o que atacas, ataca donde não há defesa. Para manter uma defesa infalivelmente segura, defende onde não há ataque.
Assim, no caso dos que são especialistas em ataque, seus inimigos não sabem por onde atacar.
Quando se cumprem as instruções, as pessoas são sinceramente leais e comprometidas, os planos e preparativos para a defesa implantados com firmeza, sendo tão sutil e reservado que não se revelam as estratégias de nenhuma forma, e os adversários se sentem inseguros, e sua inteligência não lhes serve para nada.
Sê extremadamente sutil, discreto, até o ponto de não ter forma. Sê completamente misterioso e confidencial, até o ponto de ser silencioso. De esta maneira poderás dirigir o destino de teus adversários.
Para avançar sem encontrar resistência, arremete por seus pontos débeis. Para retirar-te de maneira esquiva, sé mais rápido que eles.
As situações militares se baseiam na velocidade: chega como o vento, mova-te como o relâmpago, e os adversários não poderão vencer- te.
Portanto, quando queiras entrar em batalha, inclusive se o adversário está entrincheirado em posição defensiva, não poderá evitar lutar se atacas no lugar no que deve acudir irremediavelmente ao resgate.
Quando não queiras entrar em batalha, inclusive se traças uma linha no terreno que queres conservar, o adversário não pode combater contigo porque lhe dás uma falsa pista.
Isto significa que quando os adversários chegam para atacar- te, não lutas com eles, senão que estabeleces um mudança estratégica para confundi-los e enchê-los de incertezas.
Por conseguinte, quando induzes outros a efetuar uma formação, enquanto tu mesmo permaneces sem forma, estás concentrado, enquanto que teu adversário está dividido.
Faz que os adversários vejam como extraordinário o que é ordinário para ti; faz que vejam como ordinário o que é extraordinário para ti. Isto é induzir ao inimigo a efetuar uma formação. Uma vez vista a formação do adversário, concentras tuas tropas contra ele. Como tua formação não está à vista, o adversário dividirá seguramente suas forças.
Quando estás concentrado formando uma só força, enquanto o inimigo está dividido em dez, estás atacando uma concentração de um contra dez, assim tuas forças superam a as suas.
Se podes atacar a uns poucos soldados com muitos, desanimarás o número de teus adversários.
Quando estás fortemente entrincheirado, estás forte atrás de boas barricadas, e não deixas filtrar nenhuma informação sobre tuas forças, sai fora sem formação precisa, ataca e conquista de maneira irrestrita.
Não devem conhecer onde pensas liberar a batalha, porque quando não se conhece, o inimigo destaca muitos postos de vigilância, e no momento que se estabelecem numerosos postos só tens que combater contra pequenas unidades.
Assim, pois, quando sua vanguarda está preparada, sua retaguarda é defeituosa, e quando sua retaguarda está preparada, sua vanguarda apresenta pontos débeis.
As preparações de sua ala direita significarão carência em sua ala esquerda. As preparações por todas partes significará ser vulnerável por todas partes.
Isto significa que quando as tropas estão de guarda em muitos lugares, estão forçosamente espalhadas em pequenas unidades.
Quando se dispõe de poucos soldados se está na defensiva contra o adversário o que dispõe de muitos faz que o inimigo tenha que defender-se.
Quantas mais defesas induzes a adotar a teu inimigo, mais debilitado ficará.
Assim, se conheces o lugar e a data da batalha, podes acudir a ela mesmo que estejas a mil quilômetros de distância. Se não conheces o lugar e a data da batalha, então teu flanco esquerdo não pode salvar ao direito, tua vanguarda não pode salvar a tua retaguarda, e tua retaguarda não pode salvar a tua vanguarda, nem mesmo em um território de umas poucas dezenas de quilômetros.
Se tens muitas mais tropas que os demais, como pode ajudar-te este fator para obter a vitória?
Se não conheces o lugar e a data da batalha, mesmo que tuas tropas sejam mais numerosas que as deles, como podes saber se vais ganhar ou perder?
Assim, pois, se disse que a vitória pode ser criada.
Se fazes que os adversários não saibam o lugar e a data da batalha, sempre podes vencer.
Inclusive se os inimigos são numerosos, pode fazer-se que não entrem em combate.
Portanto, faz tua valoração sobre eles para averiguar seus planos, e determinar que estratégia pode ter êxito e qual no. Incita-os à ação para descobrir qual é o esquema geral de seus movimentos e descansa.
Faz algo por ou contra eles para ter sua atenção, de maneira que possas atrai-los descobrir seus hábitos de comportamento de ataque e de defesa.
Induza-os a adotar formações especificas, para conhecer seus pontos fracos.
Isto significa utilizar muitos métodos para confundir e perturbar o inimigo com o objetivo de observar suas formas de resposta para ti; depois de tê-las observado, aja em conseqüência, de maneira que podes saber que classe de situações significam vida e quais significam morte.
Teste-os para averiguar seus pontos fortes e seus pontos débeis. Portanto, o ponto final da formação de um exército é chegar a não forma. Quando não tens forma, os informadores não podem descobrir nada, já que a informação não pode criar uma estratégia.
Uma vez que não tens forma perceptível, não deixas pegadas que possam ser seguidas, os informadores não encontram nenhuma fresta por onde olhar e os que estão a cargo da planificação não podem estabelecer nenhum plano realizável.
A vitória sobre multidões mediante formações precisas deve ser desconhecida das multidões. Todo mundo conhece a forma que resultou em vencedor, porém ninguém conhece a forma que assegurou a vitória.
Em conseqüência, a vitória na guerra não é repetitiva, senão que adapta sua forma continuamente.
Determinar as mudanças apropriadas, significa não repetir as estratégias prévias para obter a vitória. Para consegui-la, posso adaptar-me desde o principio a qualquer formação que os adversários possam adotar.
As formações são como o água: a natureza do água é evitar o alto e ir para baixo; a natureza dos exércitos é evitar o cheio e atacar o vazio; o fluxo do água está determinado pela terra; a vitória vem determinada pelo adversário.
Assim, pois, um exército não tem formação constante, o mesmo que o água não tem forma constante: se chama gênio à capacidade de obter a vitória cambiando e adaptando-se segundo o inimigo.
Sobre o enfrentamento direto e indireto.
A regra ordinária para o uso do exército é que o mando do exército receba ordens das autoridades civis e depois reúne e concentra a as tropas, aquartelando-as juntas. Nada é mais difícil que a luta armada.
Lutar com outros cara a cara para conseguir vantagens é o mais árduo do mundo.
A dificuldade da luta armada é fazer próximas as distâncias e converter os problemas em vantagens.
Enquanto dás a aparência de estar muito longe, começa teu caminho e chegas antes que o inimigo.
Portanto, fazes que sua rota seja larga, atraindo-o com a esperança de ganhar. Quando empreendes a marcha depois que os outros e chegas antes que eles, conheces a estratégia de fazer que as distâncias sejam próximas.
Sirva-te de uma unidade especial para enganar ao inimigo atraindo-o a uma falsa persecução, fazendo-o crer que o grosso de tuas forças está muito longe; então, lanças uma força de ataque surpresa que chega antes, ainda que tenhas começado o caminho depois.
Por conseguinte, a luta armada pode ser proveitosa e pode ser perigosa.
Para o especialista é proveitosa, para o inexperiente, perigosa.
Mobilizar todo o exército para o combate para obter alguma vantagem tomaria muito tempo, porém combater por uma vantagem com um exército incompleto teria como resultado uma falta de recursos.
Se te mobilizas rapidamente e sem parar dia e noite, recorrendo o duplo da distancia habitual, e se lutas por obter alguma vantagem a milhares de quilômetros, teus chefes militares serão feitos prisioneiros. os soldados que sejam fortes chegarão ali primeiro, os mais cansados chegarão depois - como regra geral, só o conseguirá um de cada dez.
Quando a rota é larga as tropas se cansam; se gastaram sua força na mobilização, chegam esgotadas enquanto que seus adversários estão frescos. Assim, pois, é seguro que serão atacadas.
Combater por uma vantagem a cinqüenta quilômetros de distância frustrará os planos do mando, e, como regra geral, só a metade dos soldados o farão.
Se combates para obter uma vantagem a trinta quilômetros de distancia, só dois de cada três soldados os recorrerão.
Assim, pois, um exército perece se não está equipado, se não tem provisões ou se não tem dinheiro.
Estas três coisas são necessárias: não podes combater para ganhar com um exército não equipado, ou sem provisões, o que o dinheiro facilita.
Portanto, se ignoras os planos de teus rivais, não podes fazer alianças precisas.
A menos que conheças as montanhas e os bosques, os desfiladeiros e os passos, e a condição dos pântanos, não podes manobrar com uma força armada. A menos que utilizes guias locais, não podes aproveitar-te das vantagens do terreno.
Só quando conheces cada detalhe da condição do terreno podes manobrar e guerrear.
Por conseguinte, uma força militar se usa segundo a estratégia prevista, se mobiliza mediante a esperança de recompensa, e se adapta mediante a divisão e a combinação.
Uma força militar se estabelece mediante a estratégia no sentido de que distraias ao inimigo para que não possa conhecer qual é tua situação real e não possa impor sua supremacia. Se mobiliza mediante a esperança de recompensa, no sentido de que entra em ação quando vê a possibilidade de obter uma vantagem. Dividir e tornar a fazer combinações de tropas se fazes para confundir ao adversário e observar como reage frente a ti; de esta maneira podes adaptar-te para obter a vitória.
Por isto, quando uma força militar se move com rapidez é como o vento; quando vai lentamente é como o bosque; é voraz como o fogo e imóvel como as montanhas.
É rápida como o vento no sentido que chega sem avisar e desaparece como o relâmpago. É como um bosque porque tem um ordem. é voraz como o fogo que devasta uma planície sem deixar para trás sequer um ramo de erva. é imóvel como uma montanha quando se aquartela.
É tão difícil de conhecer como a escuridão; seu movimento é como um trovão que retumba.
Para ocupar um lugar, divide a tuas tropas. Para expandir teu território, divide benefícios.
A regra geral das operações militares é desprover de alimentos ao inimigo tudo o que se possa. Em localidades onde as gentes não têm muito, é necessário dividir às tropas em grupos pequenos para que possam tomar em diversas partes o que necessitam, já que só assim terão suficiente.
Quanto a dividir o saque, significa que é necessário reparti-lo entre as tropas para guardar o que foi conquistado, não deixando que o inimigo o recupere.
Age depois de ter feito estimativas. Ganha o que conhece primeiro a medida do que está longe e o que está próximo: esta é a regra geral da luta armada.
O primeiro que faz o movimento é o "convidado", o último é o "anfitrião". O "convidado" o tem difícil, o "anfitrião o tem fácil". Perto e longe significam deslocamento: o cansaço, a fome e frio surgem do deslocamento.
Um antigo livro que trata de assuntos militares disse: "As palavras não são escutadas, par isso se fazem os símbolos e os tambores. As bandeiras e os estandartes se fazem por causa da ausência de visibilidade." Símbolos, tambores, bandeiras e estandartes se utilizam para concentrar e unificar os ouvidos e os olhos dos soldados. uma vez que estão unificados, o valente não pode atuar só, nem o tímido pode retirar-se solo: esta é a regra geral do emprego de um grupo.
Unificar os ouvidos e os olhos dos soldados significa fazer que olhem e escutem em uníssono de maneira que não caiam na confusão e desordem. Há sinais se utilizam para indicar direções e impedir que os indivíduos vão onde bem quiserem.
Assim, pois, em batalhas noturnas, utiliza fogos e tambores, e em batalhas diurnas sirva-te de bandeiras e estandartes, para controlar os ouvidos e os olhos dos soldados.
Utiliza muitas sinais para confundir as percepções do inimigo e fazer- lhe temer teu temível poder militar.
Desta forma, fazes desaparecer a energia de seus exércitos e desmoralizas a seus generais.
Em primeiro lugar, deves ser capaz de manter-te firme em teu próprio coração; só então podes desmoralizar a os generais inimigos. Por isto, a tradição afirma que os habitantes de outros tempos tinham a firmeza para desmoralizar, e a antiga lei dos que conduziam carros de combate dizia que quando a mente original é firme, a energia fresca é vitoriosa.
Deste modo, a energia da manhã está cheia de ardor, a do meio-dia decai e a energia da noite se retira; em conseqüência, os especialistas no manejo das armas preferem a energia entusiasta, atacam a decadente e a que se bate em retirada. São eles os que dominam a energia.
Qualquer débil no mundo se dispõe a combater em um minuto caso se sinta animado, porém quando se trata realmente de tomar as armas e de entrar em batalha, é possuído pela energia; quando esta energia se desvanece, deter-se-á, estará assustado e se arrependerá de haver começado.
Utilizar a ordem para enfrentar a desordem, utilizar a calma para enfrentar-se com os que se agitam, isto é dominar o coração.
A menos que teu coração esteja totalmente aberto e tua mente em ordem, não podes esperar ser capaz de adaptar-te a responder sem limites, a manejar os acontecimentos de maneira infalível, a enfrentar dificuldades graves e inesperadas sem te perturbar, dirigindo cada coisa sem confusão.
Dominar a força é esperar os que vêm de longe, aguardar com toda comodidade os que se tenham fatigado, e com o estômago saciado os famintos.
Isto é o que se quer dizer quando se fala em atrair a outros até onde estás, ao tempo que evitas ser induzido a ir até onde eles estejam.
Evitar a confrontação contra formações de combate bem ordenadas e não atacar grandes batalhões constitui o domínio da adaptação.
Portanto, a regra geral das operações militares é não enfrentar uma grande montanha nem opor-se ao inimigo de costas a esta.
Isto significa que se os adversários estão em um terreno elevado, não deves atacar-lhes costa acima, e que quando efetuam uma carga costa abaixo, não deves fazer-lhes frente.
Não persigas os inimigos quando finjam uma retirada, nem ataques tropas experientes.
Se os adversários fogem de repente antes de esgotar sua energia, seguramente há emboscadas esperando para atacar tuas tropas; neste caso, deves reter a teus oficiais para que não se lancem em sua perseguição. 
Não consumas a comida de seus soldados.
Se o inimigo abandona de repente suas provisões, estas devem ser provadas antes de ser comidas, porque podem estar envenenadas.
Não detenhas nenhum exército que esteja em caminho a seu país.
Sob estas circunstâncias, um adversário lutará até a morte. Há que deixar-lhe uma saída a um exército cercado.
Mostra-lhes uma maneira de salvar a vida para que não estejam dispostos a lutar até a morte, e assim poderás aproveitar para atacar- lhes.
Não pressiones um inimigo desesperado.
Um animal esgotado seguirá lutando, pois essa é a lei da natureza.
Estas são as leis das operações militares.
Sobre as nove mudanças.
No geral, as operações militares estão sob ordens do governante civil para dirigir ao exército.
O General não deve erguer seu acampamento em terreno difícil. Deixa que se estabeleçam relações diplomáticas nas fronteiras. Não permaneças em um território árido nem isolado.
Quando te achas em terreno fechado, prepara alguma estratégia e mova-te. Quando te achares em terreno mortal, luta.
Terreno fechado significa que existem lugares escarpados que te rodeiam por todas partes, de maneira que o inimigo tem mobilidade, que pode chegar e ir-se com liberdade, porém a ti é difícil sair e voltar.
Cada rota deve ser estudada para que seja a melhor. Há rotas que não deves usar, exércitos que não devem de ser atacados, cidades que não devem ser sitiadas, terrenos sobre os que não se deve combater, e ordens de governantes civis que não devem ser obedecidas.
Em conseqüência, os generais que conhecem as variáveis possíveis para aproveitar-se do terreno sabem como manejar as forças armadas. Se os generais não sabem como adaptar-se de maneira vantajosa, mesmo que conheçam a condição do terreno, não podem aproveitar-se dele.
Se estão ao mando de exércitos, porém ignoram as artes da total adaptabilidade, mesmo que conheçam o objetivo a lograr, não podem fazer que os soldados lutem por ele.
Se és capaz de ajustar a campanha de modo que mude conforme ao ímpeto das forças, então a vantagem não muda, e os únicos que são prejudicados são os inimigos. Por esta razão, não existe uma estrutura permanente. Se podes compreender totalmente este principio, podes fazer que os soldados atuem na melhor forma possível.
Portanto, as considerações da pessoa inteligente sempre incluem o analisar objetivamente o beneficio e o prejuízo. Quando considera o
beneficio, sua ação se expande; quando considera o dano, seus problemas podem resolver-se.
O beneficio e o dano são interdependentes, e os sábios os tem em conta.
Por isso, o que retira os adversários é o dano, o que os mantêm ocupados é a ação, e o que lhes motiva é o beneficio.
Cansa os inimigos mantendo-os ocupados e não deixando-lhes respirar. Porém antes lográ-lo, tens que realizar previamente tu própria labor. Esse trabalho consiste em desenvolver um exército forte, um povo próspero, uma sociedade harmoniosa e uma maneira ordenada de viver.
Assim, pois, a norma geral das operações militares consiste em não contar com que o inimigo não acuda, senão confiar em ter os meios de enfrentá-lo; não contar com que o adversário não ataque, senão confiar em possuir o que não pode ser atacado.
Se podes recordar sempre o perigo quando estás a salvo e o caos em tempos de ordem, permanece atento ao perigo e ao caos enquanto não tenham todavia forma, e evita-os antes de que se apresentem; esta é a melhor estratégia de todas.
Por isto, existem cinco riscos que são perigosos nos generais. Os que estão dispostos a morrer, podem perder a vida; os que querem preservar a vida, podem ser feitos prisioneiros; os que são dados a apaixonamentos irracionais, podem ser ridiculizados; os que são muito puritanos, podem ser desonrados; os que são compassivos, podem ser perturbados.
Se te apresentas em um lugar que com toda segurança os inimigos se precipitarão a defender, as pessoas compassivas se apressarão invariavelmente a resgatar seus habitantes, causando a si mesmas problemas e cansaço.
Estes são cinco riscos que constituem defeitos nos generais e que são desastrosos para as operações militares.
Os bons generais são diferentes: comprometem-se até a morte, porém não se aferram à esperança de sobreviver; atuam de acordo com os acontecimentos, em forma racional e realista, sem deixar-se levar por as emoções nem estar sujeitos a ficar confusos. Quando vêm uma boa
oportunidade, são como tigres, em caso contrário cerram suas portas. Sua ação e sua não ação são questões de estratégia, e não podem ser agradados nem aborrecidos.
Sobre a distribuição dos meios.
As manobras militares são o resultado dos planos e estratégias na maneira mais vantajosa para ganhar. Determinam a mobilidade e eficiência das tropas.
Se vais colocar teu exército em posição de observar ao inimigo, atravessa rápido as montanhas e vigia-os de um vale.
Considera o efeito da luz e mantenha-te na posição mais elevada do vale. Quando combatares numa montanha, ataca de cima para baixo, e não o contrário.
Combate estando costa abaixo e nunca costa acima. Evita que a água divida tuas forças, afasta-te das condições desfavoráveis o quanto antes. Não enfrentes os inimigos dentro da água; é conveniente deixar que passem a metade de suas tropas e nesse momento dividi-las e atacá-las.
Não te situes rio abaixo. Não caminhes contra da corrente, nem em contra o vento.
Se acampas na ribeira de um rio, teus exércitos podem ser surpreendidos de noite, empurrados para se afogar ou se lhes pode colocar veneno na corrente. Tuas barcas não devem ser amarradas corrente abaixo, para impedir que o inimigo aproveite a corrente lançando seus barcos contra ti. Se atravessa pântanos, faça-o rapidamente. se te encontras frente a um exército em meio de um pântano, permanece próximo de suas plantas aquáticas ou respaldado pelas árvores.
Em uma planície, toma posições que sejam fáceis de manobrar, mantendo as elevações do terreno atrás e a tua direita, estando as partes mais baixas diante e as mais altos atrás.
Geralmente, um exército prefere um terreno elevado e evita um terreno baixo, aprecia a luz e detesta a escuridão.
Os terrenos elevados são estimulantes, e portanto, a gente se acha a gosto em eles; ademais são convenientes para adquirir a força do ímpeto. Os terrenos baixos são úmidos, o qual provoca enfermidades e dificulta o combate.
Cuida da saúde física de teus soldados com os melhores recursos disponíveis.
Quando não existe a enfermidade em um exército, se disse que este é invencível.
Onde haja montículos e terraplanos, situa-te em seu lado ensolarado, mantendo-os sempre a tua direita e atrás.
Colocar-se na melhor parte do terreno é vantajoso para uma força militar.
A vantagem em uma operação militar consiste na aproveitar-se de todos os fatores benéficos do terreno.
Quando chove, rio acima a corrente traz consigo a espuma, se queres cruzá-lo, espera a que acalme.
Sempre que um terreno apresente barrancos infranqueáveis, lugares fechados, armadilhas, riscos, grutas e prisões naturais, deves abandoná-lo rapidamente e não te aproximes dele. No que me concerne, sempre me mantenho distante destes acidentes do terreno, de maneira que os adversários estejam mais perto que eu deless; dou a face a estes acidentes, de maneira que fiquem às costas do inimigo.
Então estás em situação vantajosa, e ele tem condições desfavoráveis.
Quando um exército se está deslocando, se atravessa territórios montanhosos com muitas correntes de água e poços, ou pântanos cobertos de juncos, ou bosques virgens cheios de árvores e vegetação, é imprescindível esquadrinha-los totalmente e com cuidado, já que estes lugares ajudam nas emboscadas e a os espiões.
É essencial descer do cavalo e esquadrinhar o terreno, pois podem existir tropas escondidas para tentar uma emboscada. Também pode ser que haja espiões à espreita observando-te e escutando tuas instruções e movimentos.
Quando o inimigo está perto, permanece calmo, queres dizer que se achas em posição forte. Quando está longe porém tenta provocar hostilidades, queres que avances. Se, ademais, sua posição é acessível, isso queres dizer que lhe é favorável.
Se um adversário não conserva a posição que lhe é favorável pelas condições do terreno e se situa em outro lugar conveniente, deve ser porque existe alguma vantagem tática para agir desta maneira.
Se as árvores se movem, é que o inimigo se está aproximando. Se há obstáculos entre os brejos, é que tomaste um mal caminho.
A idéia de pôr muitos obstáculos entre os matos é fazer-te pensar que existem tropas emboscadas escondidas em meio de ela.
Se os pássaros alçam o vôo, há tropas emboscadas no lugar. se os animais estão assustados, existem tropas atacantes. Caso se elevem colunas de pó altas e espessas, há carros que se estão aproximando; se são baixas e largas, aproximam-se soldados a pé. Nuvens de fumaça esparsas significam que se está cortando lenha. Pequenas nuvens de pó que vão e vem indicam que se está levantando acampamento.
Se os emissários do inimigo pronunciam palavras humildes enquanto este incrementa seus preparativos de guerra, isto quer dizer que vai avançar. Quando se pronunciam palavras altissonantes e se avança ostensivamente, é sinal de que o inimigo se vai retirar.
Se seus emissários vêm com palavras humildes, envia espiões para observar o inimigo e comprovarás que está aumentando seus preparativos de guerra.
Quando os carros ligeiros saem em primeiro lugar e se situam nos flancos, estão estabelecendo um frente de batalha.
Se os emissários chegam pedindo a paz sem firmar um tratado, significa que estão tramando algum complô.
Se o inimigo dispõe rapidamente seus carros em filas de combate, é que está esperando reforços.
Não se precipitarão para um encontro ordinário se não entendem que lhes será enviada ajuda, ou deve haver uma força que se ache à
distância e que é esperada em um determinado momento para unir suas tropas e atacar-te. Convém antecipar, preparar-se imediatamente para esta eventualidade.
Se a metade de suas tropas avança e a outra metade retrocede, é que o inimigo pensa atrair-te a uma armadilha.
O inimigo está fingindo neste caso confusão e desordem para incitar-te a que avances.
Se os soldados inimigos se apoiam uns nos outros, é que estão famintos.
Se os aguadores bebem em primeiro lugar, é que as tropas estão sedentas.
Se o inimigo vê uma vantagem porém não a aproveita, é que está cansado.
Se os pássaros se reúnem no campo inimigo, é que o lugar está vazio.
Se há pássaros sobrevoando uma cidade, o exército fugiu.
Se são produzidas chamadas noturnas, é que os soldados inimigos estão atemorizados. Tem medo e estão inquietos, e por isso chamam uns a outros.
Se o exército não tem disciplina, isto quer dizer que o general não é levado a sério.
Se os estandartes se movem, é que está sumido na confusão.
Há sinais que são usados para unificar o grupo; Assim, pois, caso se desloquem de lá para cá sem ordem nem conserto, significa que suas fileiras estão confusas.
Se seus emissários mostram irritação, significa que estão cansados.
Se matam seus cavalos para obter carne, é que os soldados carecem de alimentos; quando não têm marmitas e não voltam a seu acampamento, são inimigos completamente desesperados.
Se produzem murmurações, faltas de disciplina e os soldados falam muito entre si, queres dizer que foi perdida a lealdade da tropa.
As murmurações descrevem a expressão dos verdadeiros sentimentos; as faltas de disciplina indicam problemas com os superiores. Quando o mando perdeu a lealdade das tropas, os soldados se falam com franqueza sobre os problemas com seus superiores.
Se outorgam numerosas recompensas, é que o inimigo se acha em um beco sem saída; quando se ordenam demasiados castigos, é que o inimigo está desesperado.
Quando a força de seu ímpeto está esgotada, outorgam constantes recompensas para ter contentes os soldados, para evitar que se rebelem em massa. Quando os soldados estão tão esgotados que não podem cumprir as ordens, são castigados uma e outra vez para restabelecer a autoridade.
Ser violento no principio e terminar depois temendo os próprios soldados é o cúmulo da inépcia.
Os emissários que acodem com atitude conciliatória indicam que o inimigo quer uma trégua.
Se as tropas inimigas enfrentam a ti com ardor, porém demoram o momento de entrar em combate sem abandonar não obstante o terreno, deves observá-los cuidadosamente.
Estão preparando um ataque por surpresa.
Em assuntos militares, não é necessariamente mais benéfico ser superior em forças, só evitar atuar com violência desnecessária; é suficiente com consolidar teu poder, fazer estimações sobre o inimigo e conseguir reunir tropas; isso é tudo.
O inimigo que atua isoladamente, que carece de estratégia e que toma à dianteira a seus adversários, inevitavelmente acabará sendo derrotado.
Se teu plano não contém uma estratégia de retirada ou posterior ao ataque, senão que confias exclusivamente na força de teus soldados, e tomas à dianteira a teus adversários sem valorar sua condição, com toda segurança cairás prisioneiro.
Se castigas os soldados antes de ter conseguido que sejam leais ao mando, não obedecerão, e se não obedecem, serão difíceis de empregar.
Tampouco poderão ser empregados se não se leva a cabo nenhum castigo, inclusive depois de haver obtido sua lealdade.
Quando existe um sentimento profundo de apreço e confiança, e os corações dos soldados estão vinculados ao mando, se relaxares a disciplina, os soldados se tornarão arrogantes e será impossível usá- los.
Portanto, dirige-os mediante a arte civilizada e unifica-os mediante as artes marciais; isto significa uma vitória continua.
Arte civilizada significa humanidade, e artes marciais significam regulamentos. Mandar-lhes com humanidade e benevolência, unificá- los de maneira estrita e firme. Quando a benevolência e a firmeza são evidentes, é possível estar seguro da vitória.
Quando as ordens se dão de maneira clara, sensata e conseqüente, as tropas as aceitam. Quando as ordens são confusas, contraditórias e mudam a toda hora as tropas não as aceitam ou não as entendem.
Quando as ordens são razoáveis, justas, sensatas, claras e conseqüentes, existe uma satisfação reciproca entre o líder e o grupo.
Sobre a topologia.
Alguns terrenos são fáceis, outros difíceis, alguns neutros, outros estreitos, acidentados ou abertos.
Quando o terreno seja acessível, seja o primeiro a estabelecer tua posição, escolhendo as alturas ensolaradas; uma posição que seja adequada para transportar os mantimentos; assim terás vantagem quando fores a batalha.
Quando estiveres em terreno difícil de sair, estás limitado. Neste terreno, se teu inimigo não está preparado, podes vencer se segues adiante, porém se o inimigo está preparado e segues adiante, terás muitas dificuldades para retornar de novo a ele, o que contará contra ti.
Quando é um terreno desfavorável para ambos, diz-se que é um terreno neutro. Em um terreno neutro, inclusive se o adversário te oferece uma vantagem, não te aproveites de ela: retira-te, induzindo a sair à metade das tropas inimigas, e então cai sobre ele aproveitando-te desta condição favorável.
Em um terreno estreito, se és o primeiro a chegar, deves ocupá-lo totalmente e esperar o adversário. Se ele chega antes, não o persigas se bloqueia os desfiladeiros. Persiga-o só se não os bloqueia.
Em terreno acidentado, se és o primeiro a chegar, deves ocupar seus pontos altos e ensolarados e esperar o adversário. Se este já os ocupou antes, retira-te e não o persigas.
Em um terreno aberto, a força do ímpeto se encontra igualada, e é difícil provocar-lhe a combater de maneira desvantajosa para ele.
Entender estas seis classes de terreno é a responsabilidade principal do general, e é imprescindível considerá-los.
Estas são as configurações do terreno; os generais que as ignoram saem derrotados.
Assim, pois, entre as tropas estão as que fogem, que se retraem, as que se derrubam, as que se rebelam e as que são derrotadas. Nenhuma destas circunstâncias constituem desastres naturais, senão que são devidas aos erros dos generais.
As tropas que tem o mesmo ímpeto, porém que atacam em proporção de um contra dez, saem derrotadas. Os que tem tropas fortes porém cujos oficiais são débeis, ficam retraídos.
Os que tem soldados débeis ao mando de oficiais fortes, ver-dr-ão em apuros. Quando os oficiais superiores estão encolerizados e são violentos, e enfrentam ao inimigo por sua conta e por despeito, e quando os generais ignoram suas capacidades, o exército desmoronará.
Como norma geral, para poder vencer ao inimigo, todo o mando militar deve ter uma só intenção e todas as forças militares devem cooperar.
Quando os generais são débeis e carecem de autoridade, quando as ordens não são claras, quando oficiais e soldados não tem solidez e as formações são anárquicas, produz-se revolta.
Os generais derrotados são aqueles que são incapazes de analisar a os adversários, entram em combate com forças superiores em número ou melhor equipadas, e não selecionam a suas tropas segundo os seus níveis de preparação.
Se empregas soldados sem selecionar os preparados dos não preparados, os arrojados e os timoratos, estás buscando tua própria derrota.
Estas são as seis maneiras de ser derrotado. a compreensão de estas situações é a responsabilidade suprema dos generais e devem ser consideradas.
A primeira é não equilibrar o número de forças; a segunda, a ausência de um sistema claro de recompensas e castigos; a terceira, a insuficiência de treinamento; a quarta é a paixão irracional; a quinta é a ineficácia da lei de ordem; e a sexta é a falha em não selecionar os soldados fortes e resolutos.
A configuração do terreno pode ser um apoio para o exército; para os chefes militares, o curso da ação adequada é avaliar o adversário para assegurar a vitória e calcular os riscos e as distâncias. Saem vencedores os que lideram batalhas conhecendo estes elementos; saem derrotados os que lutam ignorando-os.
Portanto, quando as leis da guerra assinalam uma vitória segura é claramente apropriado começar batalha, inclusive se o governo tenha dado ordens de não atacar. Se as leis da guerra não indicam uma vitória segura, é adequado não entrar em batalha, mesmo que o governo tenha dado a ordem de atacar. Deste modo se avança sem pretender a glória, se ordena a retirada sem evitar a responsabilidade, com o único propósito de proteger a população e em benefício também do governo; assim se presta um serviço valioso a a nação.
Avançar e retirar-se contra das ordens do governo não se faz em interesse pessoal, senão para salvaguardar as vidas da população e no autêntico beneficio do governo. Servidores de este talhe são muito úteis para um povo.
Olha por teus soldados como olhas a um recém-nascido; assim estarão dispostos a seguir-te até os vales mais profundos; cuida de teus soldados como cuidas de teus queridos filhos, e morrerão gostosamente contigo.
Porém se és tão amável com eles que não os podes utilizar, se és tão indulgente que não lhes podes dar ordens, tão informal que não podes discipliná-los, teus soldados serão como crianças mimadas e, portanto, imprestáveis.
As recompensas não devem ser usadas sós, nem deve confiar-se somente nos castigos. Caso contrario, as tropas, como crianças mimadas, se acostumam a desfrutar ou a ficar ressentidas por tudo. Isto é danoso e os torna imprestáveis.
Se sabes que teus soldados são capazes de atacar, porém ignoras se o inimigo é invulnerável a um ataque, tens só a metade de possibilidades de ganhar. Se sabes que teu inimigo é vulnerável a um ataque, porém ignoras se teus soldados são capazes de atacar, só tens a metade de possibilidades de ganhar. Se sabes que o inimigo é vulnerável a um ataque, e teus soldados podem levá-lo a cabo, porém ignoras se a condição do terreno é favorável para a batalha, tens a metade de probabilidades de vencer.
Portanto, os que conhecem as artes marciais não perdem tempo quando efetuam seus movimentos, nem se esgotam quando atacam. Devido a isto se diz que quando conheces a ti mesmo e conheces os demais, a vitória não é um perigo; quando conheces o céu e a terra, a vitória é inesgotável.
Sobre as nove classes de terreno.
Conforme as leis das operações militares, existem nove classes de terreno. Se lutam entre si em seu próprio território, a este se lhe chama terreno de dispersão.
Quando os soldados estão apegados a sua casa e combatem próximo de seu lar, podem ser dispersados com facilidade.
Quando penetras em território alheio, porém não o fazes em profundidade, a este se chama território ligeiro.
Isto significa que os soldados podem regressar facilmente.
O território que pode resultar-te vantajoso se o tomas, e vantajoso ao inimigo se é ele quem o conquista, se chama terreno chave.
Um terreno de luta inevitável é qualquer penetração defensiva ou passo estratégico.
Um território igualmente acessível para ti e para os demais se chama terreno de comunicação.
O território que está rodeado por três territórios rivais e és o primeiro a proporcionar livre acesso a ele a todos se chama terreno de interseção.
O terreno de interseção é aquele ao que convergem as principais vias de comunicação unindo-as entre si: seja o primeiro em ocupá-lo, e os demais terão que por-se a teu lado. Se o obténs, te encontras seguro; se o perdes, corres perigo.
Quando penetras em profundidade em um território estranho, e deixas atrás muitas cidades e povos, a este terreno se chama difícil.
É um terreno do qual é difícil regressar.
Quando atravessas montanhas com bosques, desfiladeiros abruptos ou outros acidentes difíceis de atravessar, a isto se chama terreno desfavorável.
Quando o acesso é estreito e a saída é tortuosa, de maneira que uma pequena unidade inimiga pode atacar-te, mesmo que tuas tropas sejam mais numerosas, a este se chama terreno cercado.
Se és capaz de uma grande adaptação, podes atravessar este território.
Se só podes sobreviver em um território lutando com rapidez, e se é fácil morrer se não o fazes, a este se chama terreno mortal.
As tropas que se encontram em um terreno mortal estão na mesma situação que se encontrassem numa barca que afunda ou em uma casa ardendo.
Assim, pois, não combatas em um terreno de dispersão, não te detenhas em um terreno ligeiro, não ataques em um terreno chave (ocupado pelo
inimigo), não deixes que tuas tropas sejam divididas em um terreno de comunicação. Em terrenos de interseção, estabelece comunicações; em terrenos difíceis, entra com provisões; em terrenos desfavoráveis, continua marchando; em terrenos cercados, faz planos; em terrenos mortais, luta.
Em um terreno de dispersão, os soldados podem fugir. Um terreno ligeiro é quando os soldados penetram em território inimigo, todavia não têm às costas cobertas; Por isso, suas mentes não estão realmente concentradas e não estão atentos para a batalha. Não é vantajoso atacar ao inimigo em um terreno chave; o que é vantajoso é chegar primeiro a ele. Não se deve permitir que fique isolado o terreno de comunicação, para poder servir-se das rotas de mantimentos. Em terrenos de interseção, estarás a salvo se estabeleces alianças; se as perdes, te encontrarás em perigo. Em terrenos difíceis, entrar com provisões significa reunir todo o necessário para estar ali muito tempo. Em terrenos desfavoráveis, já que não podes entrincheirar-te nele, deves apressar-te em sair. Em terrenos cercados, introduz táticas de surpresa.
Se as tropas caem em um terreno mortal, todos lutarão de maneira espontânea. Por isto se disse: "Situa a as tropas em um terreno mortal e sobreviverão. "
Os que eram antes considerados como especialistas na arte da guerra eram capazes de fazer que o inimigo perdesse contato entre sua vanguarda e sua retaguarda, a confiança entre as grandes e as pequenas unidades, o interesse reciproco pelo bem-estar dos diferentes linhas, o apoio mútuo entre governantes e governados, o alistamento de soldados e a coerência de seus exércitos. Estes especialistas entravam em ação quando lhes era vantajoso, e se retraíam em caso contrario.
Introduziam mudanças para confundir ao inimigo, atacando-os aqui e ali, aterrorizando-os e semeando entre eles a confusão, de tal maneira que não lhes davam tempo para fazer planos.
Poder-se-ia perguntar como enfrentar forças inimigas numerosas e bem organizadas que se dirigem até a ti. A resposta é dar-lhes em primeiro lugar algo que apreciem, e depois te escutarão.
A rapidez de ação é o fator essencial da condição da força militar, aproveitando-se dos erros dos adversários, desviando-os por caminhos que não esperam e atacando quando não estão em guarda.
Isto significa que para aproveitar-se da falta de preparação, de visão e de cautela dos adversários, é necessário atuar com rapidez, e que se vacilas, esses erros não te servirão de nada.
Numa invasão, por regra geral, quanto mais se adentram os invasores no território estranho, mais fortes se fazem, até o ponto de que o governo nativo não pode expulsá-los.
Escolhe campos férteis, e as tropas terão suficiente para comer. Cuida de sua saúde e evita o cansaço, consolida sua energia, aumenta sua força. Que os movimentos de tuas tropas e a preparação de teus planos sejam insondáveis.
Consolida a energia mais entusiasta de tuas tropas, economiza as forças restantes, mantém em segredo tuas formações e teus planos, permanecendo insondável para os inimigos, e espera a que se produza um ponto vulnerável para avançar.
Situa tuas tropas em um ponto que não tenha saída, de maneira que tenham que morrer antes de poder escapar. O que, ante a possibilidade da morte, não estarão dispostas a fazer? Os guerreiros dão então o melhor de suas forças. Quando se acham ante um grave perigo, perdem o medo. Quando não há nenhum local onde ir, permanecem firmes; quando estão totalmente implicados em um terreno, se aferram a ele. Se não têm outra opção, lutarão até o final.
Por esta razão, os soldados estão vigilantes sem ter que ser estimulados, se alistam sem ter que ser chamados às fileiras, são amistosos sem necessidade de promessas, e se pode confiar neles sem necessidade de ordens.
Isto significa que quando os combatentes se encontram em perigo de morte, seja qual seja seu risco, todos têm o mesmo objetivo e, portanto, estão alerta sem necessidade de ser estimulados, tem boa vontade de maneira espontânea e sem necessidade de receber ordens, e pode confiar-se de maneira natural neles sem promessas nem necessidade de hierarquia.
Proíbe os augúrios para evitar as dúvidas, e os soldados nunca te abandonarão. Se teus soldados não têm riquezas, não é porque as desdenhem. See não tem mais longevidade, não é porque não queiram
viver mais tempo. O dia em que se dá a ordem de marcha, os soldados choram.
Assim, pois, uma operação militar preparada com perícia deve ser como uma serpente veloz que contrataca com sua cauda quando alguém lhe ataca por a cabeça, contrataca com a cabeça quando alguém lhe ataca pela cauda e contrataca com cabeça e cauda, quando alguém lhe ataca pelo meio.
Esta imagem representa o método de uma linha de batalha que responde velozmente quando é atacada. Um manual de oito formações clássicas de batalha diz: "Faz da frente a retaguarda, faz da retaguarda a frente, com quatro cabeças e oito caudas. Faz que a cabeça esteja em todas partes, e quando o inimigo arremete pelo centro, cabeça e cola acudirão ao resgate."
Pode perguntar-se a questão de se é possível fazer que uma força militar seja como uma serpente rápida. A resposta é afirmativa. Inclusive as pessoas que se tem antipatia, se encontrarão no mesmo barco, se ajudarão entre se em caso de perigo de sossobrar.
É a força da situação que faz que isto suceda.
Por isto, não basta depositar a confiança em cavalos atados e rodas fixas.
Se atam os cavalos para formar uma linha de combate estável, e se fixam as rodas para fazer que os carros não se possam mover. Porém ainda assim, isto não é suficientemente seguro nem se pode confiar nisso. É necessário permitir que hajam variantes às mudanças que se fazem, pondo os soldados em situações mortais, de maneira que combatam de forma espontânea e se ajudem entre si, cotovelo com cotovelo: este é o caminho da segurança e da obtenção de uma vitória certa.
A melhor organização é fazer que se expresse o valor e mantê-lo constante. Ter êxito tanto com tropas débeis como com tropas aguerridas se baseia na configuração das circunstâncias.
Se obténs a vantagem do terreno, podes vencer os adversários, inclusive com tropas ligeiras e débeis; quanto mais te seria possível se tens tropas
poderosas e aguerridas? o que faz possível a vitória a ambas classes de tropas é as circunstancias do terreno.
Portanto, os especialistas em operações militares obtêm a cooperação da tropa, de tal maneira que dirigir um grupo é como dirigir a um só indivíduo que não tem mais que uma só opção.
Corresponde ao general ser tranqüilo, reservado, justo e metódico.
Seus planos são tranqüilos e absolutamente secretos para que ninguém possa descobri-los. Seu mando é justo e metódico, assim que ninguém se atreve a tomar sua frente.
Pode manter seus soldados sem informação e em completa ignorância de seus planos.
Muda suas ações e revisa seus planos, de maneira que ninguém possa reconhecê-los. Muda de lugar e de prazos, e se desloca por caminhos sinuosos, de maneira que ninguém possa antecipá-lo.
Podes ganhar quando ninguém pode entender em nenhum momento quais são tuas intenções.
Disse um Grande Homem: "O principal engano que se valora nas operações militares não se dirige só aos inimigos, senão o que começa em suas próprias tropas, para fazer que lhe sigam sem saber aonde vão." Quando um general fixa uma meta a suas tropas, é como o que sobe a um lugar elevado e depois retira a escada. Quando um general se adentra muito no interior do território inimigo, está pondo à prova tudo seu potencial.
Pode queimar as naves das suas tropas e destruir suas casas; assim as conduz como um rebanho e todos ignoram até onde se encaminham.
Incumbe os generais reunir a os exércitos e pô-los em situações perigosas. Também devem examinar as adaptações aos diferentes terrenos, as vantagens de concentrar-se ou dispersar-se, e as pautas dos sentimentos e situações humanas.
Quando se fala de vantagens e de desvantagens da concentração e da dispersão, se quer dizer que as pautas dos comportamentos humanos mudam segundo os diferentes tipos de terreno.
A norma geral dos invasores é unir-se quando estão no coração do território inimigo, porém tendem a se dispersar quando estão nas orlas fronteiriças. Quando deixas teu território e atravessas a fronteira em uma operação militar, te achas em terreno isolado.
Quando é acessível desde todos os pontos, é um terreno de comunicação.
Quando te adentras em profundidade, estás em um terreno difícil. Quando penetras pouco, estás em um terreno ligeiro.
Quando a tuas costas se achem espessuras infranqueáveis e diante passagens estreitas, estás em um terreno cercado.
Quando não há nenhum local donde ir, se trata de um terreno mortal.
Assim, pois, em um terreno de dispersão, unifica as mentes dos soldados. Em terreno ligeiro, as mantenha em contato. Em um terreno chave, apressa-as para tomá-lo. Em um terreno de interseção, presta atenção à defesa. Em um terreno de comunicação, estabeleceria sólidas alianças. Em um terreno difícil, assegura mantimentos continuados. Em terreno desfavorável, apressa tuas tropas a sair rapidamente dele. Em terreno cercado, cerra as entradas. Em terreno mortal, indica a tuas tropas que não existe nenhuma possibilidade de sobreviver.
Por isto, a psicologia dos soldados consiste em resistir quando se vêem rodeados, lutar quando não se pode evitar, e obedecer em casos extremos.
Até que os soldados não se vejam rodeados, não tem a determinação de resistir ao inimigo até alcançar a vitória. Quando estão desesperados, apresentam uma defesa unificada.
Por isso, os que ignoram os planos inimigos não podem preparar alianças.
Os que ignoram as circunstâncias do terreno não podem fazer manobrar suas forças. Os que não utilizam guias locais não podem aproveitar-se do terreno. Os militares de um governo eficaz devem conhecer todos estes fatores.
Quando o exército de um governo eficaz ataca um grande território, o povo não se pode unir. Quando seu poder supera os adversários, é impossível fazer alianças.
Se podes averiguar os planos de tuas adversários, aproveita-te do terreno e faz manobrar o inimigo de maneira que se encontre indefeso; neste caso, nem sequer um grande território pode reunir suficientes tropas para deter-te.
Portanto, se não lutas por obter alianças, não aumentas o poder de nenhum país, porém estendes tua influência pessoal ameaçando os adversários, tudo isso faz com que o país e as cidades inimigas sejam vulneráveis.
Outorga recompensas que não estejam reguladas e dá ordens incomuns.
Considera a vantagem de outorgar recompensas que não tenham precedentes, observa como o inimigo faz promessas sem ter em conta os códigos estabelecidos.
Maneja as tropas como se fossem uma só pessoa. Emprega-as em tarefas reais, porém não lhes fale. Motiva-as com recompensas, porém não comente os possíveis prejuízos.
Emprega teus soldados só em combater, sem comunicar-lhes tua estratégia. Deixe-os conhecer os benefícios que os esperam, porém não lhes fales dos danos potenciais. Se a verdade se filtra, tua estratégia pode afundar. Se os soldados começam a preocupar-se, tornar-se-ão vacilantes e temerosos.
Coloque-os em uma situação de possível extermínio, e então lutarão para viver. Ponha-os em perigo de morte, e então sobreviverão. Quando as tropas afrontam perigos, são capazes de lutar para obter a vitória.
Assim, pois, a tarefa de uma operação militar é fingir acomodar-se às intenções do inimigo. Se te concentras totalmente nisso, podes matar seu general mesmo que estejas a quilômetros de distância. A isto se chama cumprir o objetivo com perícia.
No principio acomodas a suas intenções, depois matas a seus generais: esta é a perícia no cumprimento do objetivo.
Assim, o dia em que se declara a guerra, se cerram as fronteiras, se rompem os salvo-condutos e se impede o passo de emissários.
Os assuntos se decidem rigorosamente desde que se começa a planejar e estabelecer a estratégia desde a casa ou quartel general.
O rigor nos quartéis-generais na fase de planificação se refere ao manutenção do segredo.
Quando o inimigo oferece oportunidades, aproveite-as imediatamente.
Inteira-te primeiro do que pretende, e depois antecipa-te a ele. Mantém a disciplina e adapta-te ao inimigo, para determinar o resultado da guerra. Assim, ao principio eras como uma donzela e o inimigo abre suas portas; então, tu és como uma lebre solta, e o inimigo não poderá expulsar-te.
Sobre a arte de atacar pelo fogo
Existem cinco classes de ataques mediante o fogo: queimar as pessoas, queimar os mantimentos, queimar o equipamento, queimar os depósitos e queimar as armas.
O uso do fogo tem que ter uma base, e exige certos meios. Existem momentos adequados para acender fogos, concretamente quando o tempo é seco e ventoso.
Normalmente, em ataques mediante o fogo é imprescindível seguir os mudanças produzidas por este. Quando o fogo está dentro do acampamento inimigo, prepara-te rapidamente desde fora. Se os soldados se mantêm em calma quando o fogo se inicia, espera e não ataques. Quando o fogo alcança seu ponto álgido, segue-o, se podes; se não, espera.
Em geral, o fogo se utiliza para semear a confusão no inimigo e assim poder atacar-lhe.
Quando o fogo pode ser prendido em campo aberto, não esperes para fazê-lo em seu interior; faça-o quando seja oportuno.
Quando o fogo seja atiçado pelo vento, não ataques em direção contraria a este.
Não é eficaz lutar contra o ímpeto do fogo, porque o inimigo lutará neste caso até a morte.
Se soprou vento durante o dia, à noite amainará.
Um vento diurno cessará ao anoitecer; um vento noturno cessará ao amanhecer.
Os exércitos devem saber que existem variantes das cinco classes de ataques mediante o fogo, e adaptar-se a estas de maneira racional.
Não basta saber como atacar os demais com o fogo, é necessário saber como impedir que os demais te ataquem a ti.
Assim, pois, a utilização do fogo para apoiar um ataque significa claridade, e a utilização do água para apoiar um ataque significa força. A água pode cortar comunicação, porém não pode arrasar.
A água pode ser usada para dividir um exército inimigo, de maneira que sua força se desuna e a tua se fortaleça.
Ganhar combatendo ou levar a cabo um assédio vitorioso sem recompensar a os que tenham méritos traz má fortuna e se faz merecedor de ser chamado avaro. Por isso se disse que um governo esclarecido tem em conta que um bom mando militar recompensa o mérito. Não mobiliza a suas tropas quando não há vantagens que obter: não atuam quando não há nada que ganhar, nem lutam quando não existe perigo.
As armas são instrumentos de mal augúrio, e a guerra é um assunto perigoso. É indispensável impedir uma derrota desastrosa, e portanto, não vale a pena mobilizar um exército por razões insignificantes: as armas só devem ser usadas quando não existe outro remédio.
Um governo não deve mobilizar um exército por ira, e os chefes militares não devem provocar a guerra por cólera.
Atua quando seja benéfico; em caso contrario, desiste. A ira pode converter- se na alegria e a cólera pode converter-se em prazer, porém um povo destruído não pode renascer, e a morte não pode converter-se em vida. Em conseqüência, um governo esclarecido presta atenção a
tudo isto, e um bom mando militar o tem em conta. Esta é a maneira de manter à nação a salvo e de conservar intato a seu exército.
Sobre o uso de espiões
Uma operação militar significa um grande esforço para o povo, e a guerra pode durar muitos anos para obter uma vitória de um dia. Assim, pois, falar em conhecer a situação dos adversários para economizar nos gastos para investigar e estudar a oposição é extremadamente inumano, e não é típico de um bom chefe militar, de um conselheiro de governo, nem de um governante vitorioso. Portanto, o que possibilita um governo inteligente e um mando militar sábio vencer os demais e lograr triunfos extraordinários com essa informação essencial.
A informação prévia não se pode obter de fantasmas nem espíritos, nem se pode ter por analogia, nem descobrir mediante cálculos. Deve se obter de pessoas; pessoas que conheçam a situação do adversário.
Existem cinco classes de espiões: o espião nativo, o espião interno, o duplo agente, o espião liquidável, e o espião flutuante. Quando estão ativos todos eles, ninguém conhece suas rotas: a isto se lhe chama gênio organizativo, e se aplica ao governante.
Os espiões nativos contratam entre os habitantes de uma localidade. Espiões internos se contratam entre os funcionários inimigos. Os agentes duplos se contratam entre os espiões inimigos. Os espiões liquidáveis transmitem falsos dados aos espiões inimigos. Os espiões flutuantes voltam para trazer seus informes.
Entre os funcionários do regime inimigo, se acham aqueles com os quais se pode estabelecer contato e os que se pode subornar para averiguar a situação de seu píis e descobrir qualquer plano que se trame contra ti, também podem ser utilizados para criar desavenças e desarmonia.
Em conseqüência, ninguém nas forças armadas é tratado com tanta familiaridade como os espiões, nem ninguém recebe recompensas tão grandes como a eles, nem há assunto mais secreto que o espionagem.
Se não se trata bem os espiões, podem converter-se em renegados e trabalhar para o inimigo.
Não se podem utilizar a os espiões sem sagacidade e conhecimento; não pode servir-se de espiões sem humanidade e justiça, não se pode obter a verdade dos espiões sem sutileza. Certamente, é um assunto muito delicado. Os espiões são úteis em todas partes.
Cada assunto requeres um conhecimento prévio.
Se algum assunto de espionagem é divulgado antes de que o espião seja informado, este e o que o divulgou devem ser eliminados.
Sempre que queiras atacar a um exército, assediar uma cidade ou atacar a uma pessoa, deves de conhecer previamente a identidade dos generais que a defendem, de seus aliados, seus visitantes, seus sentinelas e de seus criados; assim, pois, faz que teus espiões averigúem tudo sobre eles.
Sempre que vais atacar e combater, deves conhecer primeiro os talentos dos servidores do inimigo, e assim podes enfrentá-los segundo suas capacidades.
Deves buscar agentes inimigos que tenham vindo te espionar, suborná-los e induzi-los a passar para teu lado, para poder utilizá-los como agentes duplos. Com a informação obtida desta maneira, podes encontrar espiões nativos e espiões internos para contratá-los. Com a informação obtida destes, podes fabricar informação falsa servindo-te de espiões liquidáveis. Com a informação assim obtida, podes fazer que os espiões flutuantes atuem segundo os planos previstos.
É essencial para um governante conhecer as cinco classes de espionagem, e este conhecimento depende dos agentes duplos; Assim, pois, estes devem ser bem tratados.
Assim, só um governante brilhante ou um general sábio que possa utilizar os mais inteligentes para o espionagem, pode estar seguro da vitória. A espionagem é essencial para as operações militares, e os exércitos dependem dela para levar a cabo suas ações.
Não será vantajoso para o exército atuar sem conhecer a situação do inimigo, e conhecer a situação do inimigo não é possível sem o espionagem.
Cortesia