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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ideologia dominante influenciando a criatividade individual

População programada
        O ser humano é uma espécie dotada de uma particularidade ímpar no reino animal: adora ser enganado. Neste contexto de população ignorante se encaixa outras duas incógnitas, que são os manipuladores e a minoria que enxerga o mundo de uma forma diferente.
       A sociedade em geral é condicionada desde o nascimento a seguir ideais padrões, seja no que tange a religião, política e o modo de vida. Em primeiro momento não a nada de errado, porém encontrar pessoas bem intencionadas é o fator chave. A partir deste ponto, surge a ferramenta primordial para que esse processo sustente-se. A famosa ideologia, citada com ênfase pelos meios culturais, como no casa da música de Cazuza, contudo com diferentes objetivos. Sem distanciar-se deste raciocínio, o que se ve hoje é um planeta populoso, porém, facilmente guiado por uma minoria majoritária.
       Adentrando ainda mias nessa escuridão, torna-se nítido quem, quem tenta brilhar é rapidamente neutralizado, tanto pelos maestros e pela população, que mesmo sem saber a existência da expressão status quo, faz de tudo para preservá-lo. Algo parecido acontece com os Direitos Humanos, onde os artigos XVIII e XIX, expressam claramente que todos tem o direito à liberdade de opinião e expressão, porém na prática, algo totalmente diferente acontece.
       Desse modo, a ideologia dominante influi na individualidade? Certamente, embora as pessoas em sua grande maioria não percebam isso, afinal, diferente da ideologia Marxista e Napoleônica, a ideologia atual é a razão central para todo e qualquer comportamento, onde desafiar a ordem natural das coisas, transcreve-se em um ato de heresia.
       Portanto, a ideologia dominante em sua face mais sombria não impede a criatividade e a diferença que mentes pensantes podem fazer, somente torna o caminho mais árduo e sofrido, porém não impossível. Infelizmente, isso não é regra de fé, já que, a história conta que a massa sempre é dominada e que por mais que seja linda uma ideia, cedo ou tarde é corrompida.

Manuel Bandeira- João gostoso - Releitura

Diferença proibida

       João, um dos milhões de brasileiros que tem base no mercado informal. Morador do
Morro da Babilônia, um lugar repleto de desigualdades, onde mesmo assim encontrava alegria, pois mesmo morando em um barracão sem número, era grato, já que, muitos não gozavam deste privilégio.
       Um desconhecido vivendo no fim do mundo, homem esforçado que preferia ter uma vida sofrida ao invés de se entregar as tentações que lhe eram propostas. Órfão desde sua infância, exposto a diversos problemas, mas nunca conformando-se e sempre tentando mudar sua realidade. Fora trabalhar como um carregador de feira, ainda encontrava tempo para fazer a diferença, chegando a ser conhecido como João Gostoso, não por sua aparência, mas pela felicidade em meio a tantos desgostos.
       Não media esforços para ajudar as pessoas. Mesmo sendo jovem, passava experiência de vida aos mais velhos. Desenvolvia atividades para as crianças, sempre com o tema: não adentre no mundo das drogas. Aos viciados e prostitutas, no lugar de rejeição dava conselhos, e assim, ajudando ele foi ajudado. Sua comunidade, vendo tal exemplo, o ajudou na moradia, na alimentação e no que mudaria a vida dele para sempre: a política.
       Do joio ao trigo, do inferno ao céu, João Gostoso aderiu a política, com ajuda um pouco duvidosa, porém, sem nunca esquecer seu foco de ajudar o próximo. Se candidatar foi fácil e com sua reputação, ganhar foi mais fácil ainda. Assumiu o mandado e ao longo de meses as melhorias ficaram perceptíveis. Melhor era impossível, mas ainda havia mais um cálculo nessa equação.
       João foi posto ali por pessoas que não eram bem intencionadas, e, não cedendo as pressões e sem pender para o mal, acabou por entrar em seu caminho.
       A vida continua, leis para o bem social aprovadas, contudo, havia algo pendente. Os mesmos que o colocaram na política, agora queriam tirá-lo. Desse modo, na festa de um ano de mandato, eles colocaram o plano em prática.
João, inocentemente entra uma noite no bar 20 de Novembro, que faz alusão a Quilombo dos Palmares e a consciência negra. então, melhor lugar não havia para comemorar uma superação. Ele bebeu, cantou, dançou e tudo ia bem. 
       Ao final da festa, todos foram saindo, inclusive João. Passando pela Lagoa Rodrigo de Freitas, o carro apresentou defeito, e enquanto o motorista foi buscar ajuda, o grande exemplo de vida atirou-se na lagoa e morreu afogado. Pelo menos essa foi a história oficial, dizendo que ele, em estado de depressão, decidiu por abdicar de sua vida.
       História nenhum pouco convincente, mas que funcionou com a força da corrupção e do descaso. E assim foi, do jeito repentino de subida também foi sua queda. impedido de mudar o mundo, não pela acomodação e palas festas de Gran Monde, mas sim pelo puro e simples sistema.
       Uma estória que contem diversos elementos que marcam a história.

Energia sustentável


Energia sustentável
Os combustíveis não-renováveis, como o petróleo, carvão,  gás natural entre outros, mais e mais contribuem para a piora da qualidade de vida, principalmente nas grandes cidades, onde o problema chave não é somente a poluição, mas sim, o elevado consumo que direta e indiretamente prejudica a natureza e irremediavelmente retornam a sociedade, causando diversos malefícios.
Diante desse emaranhado de situações adversas geradas por tais fontes de energia é que vem a origem da energia renovável. Sonho distante da humanidade, impedido muitas vezes pelos interesses econômicos, a exemplo de Teslas e sua energia limpa e livre, hoje, as fontes renováveis, assim como o termo sustentabilidade andam em evidência perante a população mundial. Anos de conferências e discussões finalmente alcançando um resultado animador, porém ainda insuficiente se revelado a necessidade energética atual.
A história conta que todas as transições sempre ocorreram em etapas e em processos em sua grande maioria duradouros. Não é diferente com a questão renovável. Embora todos os desenvolvimentos em tecnologias e em processos que acarretem na maior eficiência e eficácia desses meios, tais fontes ainda não possuem a característica principal para assumirem seu papel de novo meio de energia para o mundo, que é ser universal e de fácil acesso para todos. Independente de tal fato, grandes avanços foram feitos.
O fato relevante é que a conscientização está sendo formada. Grande parte da massa sabe que a chave para uma qualidade de vida está nessas fontes. Benefícios inúmeros como o baixo impacto ambiental, a diminuição da poluição, redução de gastos dentre outros são uns dos inúmeros bens que podem ser alcançados com os meios renováveis. Fora tais benefícios, é preciso levar em conta que os meios não-renováveis irão acabar, portando, é necessário evitar um colapso.
Em síntese, a sustentabilidade é fator primordial para que tais mudanças ocorram. A ideia já está formada, basta apenas comprometimento, persistência, inovação, tecnologia e obviamente mais interesse para que tais mudanças fomentem verdadeiras transformações.

Jovens egocêntricos- Autorretrato social - Por Jonathan Matos


Autorretrato social
       O tempo é curto, as ferramentas inovadoras e a luta cada vez mais acirrada. Esse é um das inúmeras alusões que podem ser feitas para descrever o atual momento da sociedade. Alienado a esse contexto, insere-se a parte jovem da população, que devido a revoluções das mais diversas esferas, encontra-se em posições contrastantes.
       De início, faz-se necessário compreender os acontecimentos que marcam tal juventude, dentre os quais, destacam-se os fatores históricos. Fim da Guerra Fria, invenção da internet, redes sociais, terrorismo, cataclismos climáticos e o desenvolvimento ímpar dos aparelhos eletroeletrônicos. Um sistema inigualável formou-se, onde o símbolo maior é o compartilhamento de dados e informações em escala mundial em poucos segundos.
       Diante disso, as condições para o egocentrismo exacerbado foram formadas e incidem principalmente nas gerações Y e Z. Essas linhagens têm como características fundamentais a subversão aos padrões antigos, ditando-os como cafonas e fora de moda. Seguem uma ideologia infundada, já que, muitos não conhecem nem mesmo o significado da palavra, apenas vivem com uma egolatria, onde acreditam que podem conquistar o mundo com seus conhecimentos “modernos”, quando na verdade são manipulados pelo sistema capitalista que alienam suas mentes.
       Causas para tal declínio são incontáveis, porém não diferem das adotadas em gerações anteriores. A massa continua iludida e autoproclamasse independente, a minoria culta continua a entoar sua voz e a elite dita o ritmo mundial e mantém o status quo. Dessa maneira, fundamentados em sabedorias efêmeras, os jovens vivem essa falácia, onde falsamente acreditam que são livres e que podem alcançar as estrelas, mas que na verdade, amadurecem e diante da vida, entra no caminho da conformidade.
       Por todo esse desenrolar, é possível observar que os problemas são aparentes, mas ignorados, especialmente pelos afetados. A ganância e egoísmo são intrínsecos do ser humano e saudáveis se equilibrados. Para resolver tal incógnita é preciso fazer a diferença e não ser apenas mais um na multidão.