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terça-feira, 29 de maio de 2012

Diário de um farol - Para professora Kamila


Diário de um farol
Transcrever em palavras o que existe no coração é sempre árduo,
muitos possui medo de até tentar,
outros arriscam em buscam de recompensas,
mas há alguns que não se intimidam.
Se dedicam a vida, mesmo quando os vivos não à apreciam,
se sacrificam, sofrem, tempo solidário,
que é facilmente esquecido ao perceber quando outra alma
descobre o quão inefável é velejar na beleza da vida,
um toque de uma flauta em uma tempestade, o uivo do lobo,
o celeste exílio para quem alcança o raiar do Sol.
Pessoas que transformam pessoas, não por
fama ou dinheiro, mas por saber que um dia
os seus adotivos filhotes falarão: aprendemos voar, além do mar e
acima das nuvens estamos.
Mesmo que outros não entendam, pode ter certeza que sempre haverá
estrelas cadentes que lhe dirão que estudamos
não somente para o trabalho, mas
para entendermos um pequeno grão do sentido da vida.
Algum dia, os ignorantes desejarão ser tais estrelas,
Mas nunca hão, pois não compreendem o The Wonderful World.
Professora você é a responsável por isso!
Quando lembrarmos do passado lembraremos de sua face,
E de quanto fomos abençoados por tê-la.
Nascente da terra da garoa e
escritora da liberdade,
essa é Kamila,
sinônimo de felicidade.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Importância indiferente - Rio +20.


       Desenvolvimento sustentável, palavra chave em todas as Conferências da ONU sobre o clima terrestre.  O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar esse grande evento, onde serão discutidas políticas socioambientais e outros gamas de medidas em prol da conservação do planeta.
       O Rio +20 tem por objetivo a busca por resoluções dos problemas climáticos que aparentemente afetam a Terra. Representantes da ONU e líderes de vários países estarão sediados na cidade maravilhosa para conjecturar sobre de que maneira é possível mesclar crescimento econômico e preservação da natureza. Uma das principais ideias é desenvolver um sistema unificado entre as instituições internacionais e nacionais visando à consolidação de forças para a luta por um mundo mais sustentável. Inúmeras oportunidades e expectativas existem sobre este encontro que promete ser um dos maiores da história.
       No outro lado da moeda, não se pode esquecer todas as outras conferências que resultaram em relativo fracasso, inclusive a antecessora do RIO +20, a COP 15, que se tornou sinônimo de fracasso. E agora no Rio de Janeiro não deve ser tão diferente. Crise econômica assolando o mundo e problemas geopolíticos são o que verdadeiramente estão em pauta para as potencias mundiais.
       Outro grande problema são as teses duvidosas defendidas. A situação climática no planeta é superestimada, já que, a temperatura da Terra diminuiu progressivamente, desmentindo o tão alarmante aquecimento global. A questão dos gases é outro agravante. Cada década é descoberto um novo vilão, elevando o temor das pessoas e gerando um novo ciclo de produtos e impostos. E mais um exemplo, dentre vários, é a cogitação do imposto do carbono, afetando inclusive todo o ser que respira, ou melhor,expira CO2.
       Em síntese, a incógnita parece difícil de ser resolvida. Interesses econômicos e desinteresses ambientais regem as regras da sustentabilidade, que cada dia que passa, mais se parece com um embuste orquestrado por aqueles que se interessam somente por dinheiro e poder. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Resenha de JONATHAN MATOS: Sociedade dos poetas mortos


       Uma subversão aos padrões estipulados pela sociedade é um excelente termo para designar o filme Sociedade dos Poetas Mortos. Retratado em uma época oportuna, em meados de 1950, traz as dificuldades e discriminações contra pensamento inovador.
       Com um título perspicaz, poetas mortos remete à poesias antigas, que levam aos estudantes adquirirem liberdade de seus pensamentos e não a se limitarem ao que lhes é proposto na escola, pois o meio utilizado por tal para o ensino preconizava a obediência rígida e o não desvio da conduta socialmente estipulada. Um verdadeiro ciclo, no qual, a repetição das ações dos antepassados era priorizada. Tanto o instituto educacional quanto a família acreditavam nisso, induzindo, obrigando e encaminhando a vida dos jovens sem que eles tivessem nenhuma voz ativa.
      Contra essa corrente aparece o professor Keating, com uma forma totalmente revolucionária de ensinar. Por meio da participação e integração de seus alunos, os incentivando não somente a cumprir os objetivos traçados, mas sim, primeiramente, buscar os próprios desejos e sem se esquecer de aproveitar o dia, o famoso carpe diem. Podendo considera-lo utópico para a época, Keating, através da observação da vida de maneiras diferentes e a superação de paradigmas, conseguiu demonstrar que o modelo habitual que os jovens estavam acostumados, levava ao homem a uma existência de tranquilo desespero, já que o tempo e conquistas o consomem.
       Envolvidos nesse sentimento, os entusiasmados garotos começaram a concretizar suas ideias. Uma das ferramentas utilizadas foi a lanterna, que alumiou o meio físico e mental, assim como no mito da caverna da Platão, desbravaram a escuridão e o desconhecido que estavam à frente. Procuraram uma caverna, onde não só seria o lugar para as reuniões, mas também o símbolo da exclusão do mundo exterior e todas as suas influências. Aprofundando e adquirindo experiências, os que estavam envolvidos nesta obra despertaram do sono, renovando suas existências, ressuscitando a sociedade dos poetas mortos.
       Uma onda tão envolvente, que acabou os levando a um caminho sem volta, onde o suicídio de um dos seus, acarretou na dissolução da comunidade e na demissão do professor. Mesmo assim, no último momento, esses revolucionários fizeram um  gesto de apoio, confiança e agradecimento, colocando-se em cima das cadeiras na despedida de Keating.
       A partir desse desfecho é possível estabelecer uma conexão com a segunda fase modernista, pois esses  dois elementos possuem características de sensibilidade para exprimir um novo tempo, questionando a existência humana, de maneira a descobrir novos horizontes, independente do quão árduo seja alcançar o alvorecer